247 – O Partido dos Trabalhadores promove nesta terça-feira (30) o 1º Encontro Nacional de Católicas e Católicos do PT. Segundo informações da Rede PT de Comunicação, a iniciativa busca fortalecer a organização do segmento religioso dentro da legenda e ampliar o diálogo entre o partido e católicos comprometidos com a democracia, os direitos humanos, a justiça social e a participação popular.
O evento é organizado pelo Setorial Inter-religioso Nacional do PT em parceria com a Escola Nacional de Formação do PT (ENFPT) e resgata uma relação histórica entre o partido e setores do catolicismo ligados às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), à Teologia da Libertação, às pastorais sociais e aos movimentos populares.
De acordo com a organização, o encontro reafirma a participação de católicas e católicos na formação do PT e nas principais mobilizações democráticas do país, além de renovar a articulação entre o partido e representantes do catolicismo progressista.
Participação no projeto democrático para 2026
O objetivo central da iniciativa é reunir lideranças religiosas, leigas e leigos, intelectuais, agentes de pastoral, representantes de movimentos populares, dirigentes partidários e parlamentares para ampliar a participação de católicas e católicos na construção do projeto democrático-popular para o Brasil em 2026.
Entre as metas anunciadas estão a valorização da contribuição histórica do catolicismo progressista para a democracia brasileira, o fortalecimento da articulação nacional entre integrantes do PT e do campo democrático, a ampliação do debate sobre mulheres, juventudes, justiça social e ecologia integral, além da elaboração da Carta das Católicas e dos Católicos Progressistas e da criação de uma Rede Nacional de Católicas e Católicos Progressistas.
A abertura política prevê debates sobre o papel das católicas e dos católicos no projeto democrático-popular para 2026, com a participação de Janja Lula da Silva, Edinho Silva, Tássia Rabelo, Gilberto Carvalho, Gleide Andrade, Éden Valadares e dos parlamentares Reimont, Patrus Ananias, Jilmar Tatto e Leninha.
Programação reúne lideranças religiosas e acadêmicas
A abertura do encontro conta com a participação de Gutierres Barbosa, coordenador nacional do Setorial Inter-religioso, e de Osvaldir de Freitas, representante da ENFPT.
Na sequência, a programação será dividida em quatro mesas temáticas. A primeira abordará o protagonismo das mulheres e das juventudes na Igreja, na política e na reconstrução democrática do Brasil, reunindo Janja Lula da Silva, Luiza Bassegio e Ivone Gebara.
A segunda discutirá comunicação, fé pública e os desafios da disputa de sentidos no campo religioso, com Daniel Seidel, Marcelo Barros e Chico Botelho.
A terceira mesa tratará da organização do laicato, das redes de articulação e da participação democrática, com Sônia Gomes, Cézar Kuzma e Erika Odara.
Já a quarta será dedicada ao projeto popular para 2026, com debates sobre justiça social, justiça racial e ecologia integral, reunindo Dom Vicente de Paula Ferreira, Frei David Santos e Frei Betto.
Rede nacional e carta de compromissos
Após os debates, os participantes discutirão a criação da Rede Nacional de Católicas e Católicos Progressistas, envolvendo representantes de entidades como o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), a Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), a Cáritas Brasileira, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), o Movimento Nacional Fé e Política, pastorais sociais e escolas de fé e política.
Segundo os organizadores, a proposta é estabelecer uma agenda permanente voltada a temas como combate à fome, redução das desigualdades, justiça racial, educação popular, ecologia integral, direitos humanos, fortalecimento das políticas públicas e participação cidadã.
Ao final do encontro será divulgada a Carta das Católicas e dos Católicos, documento que reunirá os compromissos políticos assumidos pelos participantes. A Rede Nacional de Católicas e Católicos Progressistas também deverá desenvolver ações de formação política e teológica, fortalecer a comunicação com o público católico, incentivar a organização nos estados e municípios, produzir materiais de apoio para o debate público e eleitoral e ampliar a participação do segmento na defesa da democracia, da justiça social, da solidariedade e do bem comum.
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