Questionado sobre nulidades no processo contra Lula, Moro evidencia quanto o ex-presidente o incomoda

Ao ser questionado sobre as nulidade do processo contra o ex-presidente, Moro desconversou e jogou para a plateia da extrema-direita; “É de se perguntar, realmente. Quem defende então Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Renato Duque", disse ele, incomodado os que defendem a anulação do processo por sua atuação em conluiou para perseguir e condenar Lula

Moro CCJ
Moro CCJ

247 - Questionado sobre as nulidades existente em processos do ex-presidente Lula, a partir dos vazamentos das conversas dele com os procuradores da Lava Jato, o ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro desconversou e jogou para a plateia.

“É de se perguntar, realmente. Quem defende então Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Renato Duque, todos esses inocentes que teriam sido condenados segundo esse site de notícias”, disse ele, durante sessão da Comissão de Constituiçao e Justiça da Câmara dos Deputados,nesta terça-feira (2).

Para Moro, trata-se de uma ataque político-partidário. “Vejo isso como um ataque político-partidário”,, pois segundo ele, está muito claro, pois “quando se reclama de condenações que têm que ser anuladas, normalmente a referência é a um único personagem”: Lula.

“Ninguém se levanta para defender Eduardo Cunha, Sergio Cabral, Renato Duque ou todas aquelas mais de 100 pessoas que foram condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro”, emendou.

No dia em que o site O Antagonista diz que a Polícia Federal pediu um relatório ao Coaf sobre sobre as movimentações financeiras do jornalista Gleen Greenwald, o ministro, cuja PF está sob a sua subordinaçao -, afirmou que "alguém com muitos recursos" está por trás dos ataques hackers aos celulares de procuradores que deram origem às mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil.

Moro seguiu o discurso para insuflar as ordas da extrema-direita, mas não abordou o conteúdo das conversas que revelam o seu conluio com os procuradores. “Sobre anulação de casos do ex-presidente. Nós precisamos de defensores então dessas pessoas para defender que elas sejam imediatamente colocadas em liberdade já que foram condenados pelos malvados procuradores da Operação Lava Jato, os desonestos policiais, e o juiz parcial”, disse.

Ele afirmou ainda que acompanha as investigações da Polícia Federal como vítima e repetiu por horas que não reconhece a autenticidade das mensagens, mas também admitiu que alguns trechos podem ser verídicos, sem citar quais.

Em outro momento voltou a dizer que o conteúdo foi adulterado, mas não apontou quais trechos sofreram tal modificação. Quando questionado pelo deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) se “o senhor nega a autoria de alguma mensagem específica”, Moro também se esquivou, mas disse "não ver ilegalidades nos trechos divulgados".

“Minha opinião informal é que alguém está por trás dessas informações e o objetivo principal é invalidar decisões da Lava Jato e impedir novas investigações”, disse ele em outro momento.

O ministro afirma ser vítima de ‘revanchismo’ por sua atuação na Lava Jato e que se "tivesse me omitido" não sofreria o que chamous de "ataques". "Eu tenho certeza de que não aconteceria”, declarou.

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