Rede promete ir ao STF contra autodoação

O modelo de autofinanciamento de campanha definida pela reforma política será atacado na Justiça pela Rede Sustentabilidade;  Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adi) deve ser interposta amanhã, segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); pelas regras vigentes, o candidato poderá financiar até 100% da própria campanha, dentro do limite estipulado para cada cargo; no caso do presidente da República, esse valor é de R$ 70 milhões

senador Randolfe Rodrigues
senador Randolfe Rodrigues (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A Rede Sustentabilidade decidiu ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o modelo de autofinanciamento de campanha definida pela reforma política. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adi) deve ser interposta amanhã, segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Pelas regras vigentes, o candidato poderá financiar até 100% da própria campanha, dentro do limite estipulado para cada cargo. No caso do presidente da República, esse valor é de R$ 70 milhões.

A Câmara havia aprovado um limite de R$ 200 mil para o autofinanciamento, que foi derrubado pelos senadores e também pelo veto de Temer. Para o Rede e outros partidos de oposição, como o PT, o modelo tal como foi aprovado privilegia candidatos mais ricos.

"O autofinanciamento ilimitado é inconstitucionalidade na veia", diz Randolfe. "O STF já proibiu o financiamento empresarial com o argumento que desequilibra as campanhas. Como pode o mesmo STF permitir que quem tem dinheiro financie indefinidamente a sua campanha?"

O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse ao Valoracreditar que uma saída para o impasse em torno do autofinanciamento terá que ser arbitrada pelo Judiciário. Ele afirmou ainda que o TSE "dará grande atenção" ao assunto, para assegurar que haja um teto que possibilite haver "paridade de armas" na disputa.

As informações são de reportagem de Fabio Murakawa no Valor.

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