Refinaria é suspeita de novo despejo irregular de resíduos em Barcarena

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará autuou mais uma vez a refinaria Hydro, em Barcarena, nordeste do estado; de acordo com o auto de infração, as chuva espalhou material sedimentar de obras na multinacional, sem contenção; há quatro meses, foi descoberta uma contaminação ambiental provocada por vazamentos da refinaria

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará autuou mais uma vez a refinaria Hydro, em Barcarena, nordeste do estado; de acordo com o auto de infração, as chuva espalhou material sedimentar de obras na multinacional, sem contenção; há quatro meses, foi descoberta uma contaminação ambiental provocada por vazamentos da refinaria
A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará autuou mais uma vez a refinaria Hydro, em Barcarena, nordeste do estado; de acordo com o auto de infração, as chuva espalhou material sedimentar de obras na multinacional, sem contenção; há quatro meses, foi descoberta uma contaminação ambiental provocada por vazamentos da refinaria (Foto: Leonardo Lucena)

247 - A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Paraná autuou mais uma vez a refinaria Hydro, em Barcarena, nordeste do estado. De acordo com o auto de infração, as chuva espalhou material sedimentar de obras na multinacional, sem contenção. O material também foi coletado para análise de possíveis impactos. Há quatro meses, foi descoberta uma contaminação ambiental provocada por vazamentos da refinaria.

Moradores encontraram uma grande quantidade de lama no rio e máquinas da empresa trabalhando próximo ao local na quinta-feira (14). Eles disseram ao G1 que estavam acompanhados de um grupo de jornalistas estrangeiros que foram  Pará para fazer um documentário sobre os danos ambientais provocados pela Hydro quando se depararam com a situação.

“Eles queriam ver a bacia de perto. Quando chegamos lá, fomos surpreendidos pelo novo montante de lama que desceu da bacia. O pessoal ficou chocado com o que viu”, disse uma liderança da comunidade, que preferiu não ser identificada para não sofrer retaliações.

De acordo com a secretaria, os resíduos são de obras da implantação do Depósito de Resíduos Sólidos 2 (DRS2) da multinacional. "Isso vai continuar acontecendo porque a bacia de rejeitos DRS2 foi construída em uma reserva ecológica. Isso é um despejo pensado e calculado pela Hydro", afirmou o advogado da Associação dos Caboclos Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama), Ismael Moares.

A Semas notificou a empresa a apresentar, por escrito, a defesa no prazo de 15 dias corridos. Em nota, a Hydro informou que o caso "não caracteriza contaminação, pois se trata solo orgânico misturado a água da chuva."

Em nota, a Hydro informou que "neste sábado, 16, uma equipe da Semas esteve novamente na Alunorte e emitiu um auto de infração por carreamento de sólidos, que se refere ao solo orgânico que estava armazenado na área próxima ao DRS2. É importante esclarecer que esse carreamento não caracteriza contaminação, pois se trata solo orgânico misturado a água da chuva".

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