Reinaldo Azevedo: Justiça manipula investigação para manter Lula refém da Lava Jato

O jornalista Reinaldo Azevedo questiona o motivo pelo qual a investigação sobre supostos repasses das empresas Oi e Vivo para o custeio de despesas da família do ex-presidente Lula está sob as mãos da Lava Jato. "Qual é a função da força-tarefa, também conhecida como Lava Jato? Investigar desvios de recursos ocorridos na Petrobras. O que têm a ver com a dita-cuja os alvos dessa nova fase da Lava Jato?", escreve Reinaldo

Reinaldo Azevedo e Lulinha
Reinaldo Azevedo e Lulinha
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247 - O jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna no UOL, questiona o motivo pelo qual a operação deflagrada na terça-feira (10) contra Lulinha, filho do ex-presidente Lula, está sob responsabilidade da força-tarefa da Lava Jato.

Ele lembrou que a Lava Jato tem como objeto de investigação desvios de recursos da Petrobrás, somente. Dito isso, a força-tarefa só é foro para decisões judiciais quando ligadas a investigações relacionadas a Petrobrás.

"O que têm a ver com a dita-cuja os alvos dessa nova fase da Lava Jato? A resposta inescapável, irremediável, incontestável é esta: absolutamente nada!", escreve Reinaldo.

"Se investigam pagamentos de duas empresas de telefonia — a Oi e a Vivo — à Gamecorp e à Goal Discos. A primeira é uma sociedade entre Lulinha e Suassuna; a outra pertence apenas ao segundo. O Ministério Público Federal sustenta que não há serviços prestados às telefônicas que justifiquem os desembolsos e investiga se estes não estão ligados a decisões tomadas por Lula quando presidente da República", contextualiza Reinaldo.

O jornalista explica a relação de um dos sócios de Lulinha com empreiteiras que realizaram obras no sítio de Atibaia, que por sua vez é apontado como sendo de posse do ex-presidente Lula, e também prestavam serviços à Petrobras. A justificativa para Reinaldo é "absurda".

"E por que os pagamentos das telefônicas às empresas de Lulinha e Suassuna também estão sendo investigados pela turma [da Lava Jato]? Porque parte do dinheiro recebido teria sido usada por Suassuna e por Kalil Bittar, seu sócio, para comprar o sítio. Ainda que assim fosse e que houvesse uma grana carimbada das empresas de telefonia para comprar o imóvel de Atibaia, pergunta-se: o que isso tem a ver com a Petrobras?", diz Reinaldo.

O jornalista pergunta e responde: "nada". "Ainda que haja o que investigar, não é uma atribuição da força-tarefa, e o foro, por óbvio, não é a 13ª Vara Federal de Curitiba", completa.

Ele afirma também que a Justiça manipula a investigação sobre o filho do ex-presidente para manter Lula refém da Lava Jato. "Caso se comprovem as safadezas, que cada um arque com o peso daquilo que fez. O que não é aceitável é que MPF e Justiça manipulem escancaradamente uma investigação para manter Lula refém da Lava Jato e da 13ª Vara. Não é decente fraudar a Justiça sob o pretexto de fazer justiça".

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