Relatora da PEC sobre Fundeb crítica Weintraub e diz que ele quer "causar tumulto"

“Qual é a lógica do ministro a não ser a de causar tumulto, demonstrando desrespeito enorme com a educação?”, questionou deputada federal Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), relatora da PEC sobre o Fundeb

Brasília- DF. 11-12- 2019-   ministro da Educação Abraham Weintraub durante depoimento na comissão de educação da câmara
Brasília- DF. 11-12- 2019- ministro da Educação Abraham Weintraub durante depoimento na comissão de educação da câmara (Foto: Lula Marques)
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247 - A deputada federal Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), relatora da proposta de emenda constitucional (PEC) que aumenta o percentual e torna permanente o Fundeb, criticou o anúncio feito pelo ministro Abraham Weintraub que disse que enviará novo texto à Câmara nos próximos dias. 

Para a deputada, o ministro tenta atropelar as discussões no Parlamento sobre o fundo, que é a principal fonte de financiamento da educação básica. Segundo ela, a proposta de Weintraub será ignorada pelo Congresso.

“Não tem por que ele dar piti e dizer que vai mandar outro texto. Não estamos brincando. São 48 milhões de estudantes envolvidos”, disse a deputada em entrevista ao Congresso em Foco.

A reação da relatora é porque o envio de uma nova PEC forçará a Câmara a instalar nova comissão especial, derrubando todo o trabalho feito até agora e atrasando a tramitação da proposta. 

O Congresso corre contra o tempo pois, para que o fundo não seja extinto, o Congresso precisa aprovar ainda este ano, além da mudança constitucional, a regulamentação dos novos critérios e a sua inclusão nas propostas orçamentárias para 2021.

“Qual é a lógica do ministro a não ser a de causar tumulto, demonstrando desrespeito enorme com a educação?”, questionou Dorinha. “O texto não é meu, não é dele. O ministro passa, assim como eu. A educação não passa”, acrescentou a parlamentar, que também criticou a falta de diálogo do ministro.

“Ele participou de 20 minutos de uma audiência e foi embora, eu nunca me furtei a conversar”, afirmou. “Nenhum parlamentar vai assumir a responsabilidade por um fundo que vai desmontar a educação básica”, ressaltou.

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