Salles passou a boiada na área ambiental durante a pandemia

O governo Bolsonaro está realizando a proposta que o ministro da Agricultura, Ricardo Salles, fez na reunião ministerial de 22 de abril, de "passar a boiada" durante a pandemia com atos que prejudicam o meio ambiente

Queimadas atingem área da Amazônia em Porto Velho; Jair Bolsonaro e Ricardo Salles
Queimadas atingem área da Amazônia em Porto Velho; Jair Bolsonaro e Ricardo Salles (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | Marcos Corrêa/PR)
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247 - O governo de Jair Bolsonaro acelerou a edição de medidas prejudiciais ao meio ambiente durante a pandemia. Atos do Poder Executivo entre março e maio indicam que a boiada defendida por Salles está passando. 

Levantamento publicado na edição desta quarta-feira (29) da Folha de S.Paulo em parceria com o Instituto Talanoa mostra que, entre março e maio deste ano, o governo publicou 195 atos no Diário sobre o meio ambiente. Nos mesmos meses de 2019, foram apenas 16 atos publicados relacionados ao tema, um aumento de 12 vezes.

Trata-se da a realização da proposta do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de "passar a boiada" em termos de legislação ambiental, no período da pandemia. O ministro considerava que enquanto a opinião pública estava voltada para o noticiário sobre a pandemia, o governo poderia passar medidas prejudiciais ao meio ambiente sem ser percebido. 

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"Precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos neste momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa porque só se fala de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas", afirmou Salles na reunião ministerial. 

Desde então, entidades ligadas ao meio ambiente têm protestado contra o propósito do governo Bolsonaro de desmontar as políticas ambientais previstas por lei. 

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