Saud diz que Miller orientou delação da J&F

Executivo e delator da JBS Ricardo Saud afirmou em seu depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR) que foi orientado pelo ex-procurador da República Marcello Miller, ex-braço direito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante a elaboração do acordo de delação premiada; Miller era auxiliar direto de Janot até ser exonerado do Ministério Público Federal e ir trabalhar no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, responsável por fechar o acordo de leniência do grupo J&F

Executivo e delator da JBS Ricardo Saud afirmou em seu depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR) que foi orientado pelo ex-procurador da República Marcello Miller, ex-braço direito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante a elaboração do acordo de delação premiada; Miller era auxiliar direto de Janot até ser exonerado do Ministério Público Federal e ir trabalhar no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, responsável por fechar o acordo de leniência do grupo J&F
Executivo e delator da JBS Ricardo Saud afirmou em seu depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR) que foi orientado pelo ex-procurador da República Marcello Miller, ex-braço direito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante a elaboração do acordo de delação premiada; Miller era auxiliar direto de Janot até ser exonerado do Ministério Público Federal e ir trabalhar no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, responsável por fechar o acordo de leniência do grupo J&F (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O executivo e delator da JBS Ricardo Saud afirmou em seu depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR) que foi orientado pelo ex-procurador da República Marcello Miller, ex-braço direito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante a elaboração do acordo de delação premiada.

Miller era auxiliar direto de Janot até meados de 2016, quando retornou a exercer suas funções na Procuradoria no Rio de Janeiro. Em abril, ele foi exonerado do Ministério Público Federal e foi trabalhar no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, responsável por fechar o acordo de leniência do grupo J&F

Segundo Saud, ele teria relatado a Miller um encontro que manteve com o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, e que teria sido gravado, além de ter afirmado que pretendia fazer outras gravações, antes que o acordo com o MPF fosse assinado.

"[Saud afirmou] que disse a Marcello Miller que gravaria o [senador] Ciro Nogueira (...); que disse a Marcello Miller que gravou José Eduardo Cardozo; (...) que Marcello Miller disse que aquilo daria cadeia, que iriam para cima dele, depoente, e José Eduardo Cardozo; que depois dessa conversa Marcello Miller saiu da sala e estava mandando mensagens no celular; que achou isso estranho, o fato de mandar mensagens logo após essa conversa; que não mostrou a gravação de José Eduardo Cardozo a Marcello Miller, apenas mostrou um pen drive", diz um dos trechos do depoimento do executivo.

 

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