Sem fé em Deus, jovens se tornam ‘zumbis existenciais’, diz ministro da Educação

"Não há mais juventude que acredite nas coisas como Deus, política, religião e família. Perdem referencial", disse o ministro da Educação, Milton Ribeiro, que é professor universitário e pastor presbiteriano

Milton Ribeiro
Milton Ribeiro (Foto: Reprodução)
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247 - O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que jovens se tornaram "zumbis existenciais" ao não acreditarem mais em Deus e também na política. "Não há mais juventude que acredite nas coisas como Deus, política, religião e família. Perdem referencial", disse ele, que é professor universitário e pastor presbiteriano. "Temos hoje no Brasil, motivados, creio eu, por essa quebra de absolutos e certezas, verdadeiros zumbis existenciais. Não acreditam mais em nada, desde Deus e política, não tem mais nenhuma motivação", acrescentou ele, durante um evento no Palácio do Planalto nessa quinta-feira (10).

No Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, o governo federal lançou um projeto de educação em saúde para tratar da prevenção do suicídio e da automutilação, da gravidez na adolescência, do consumo de drogas, e do combate à violência contra populações vulneráveis. 

Ribeiro relacionou o aumento de doenças mentais à "desconstrução deliberada de tudo, sem colocar nada no lugar". De acordo com o ministro, essa "desconstrução" foi feita de forma deliberada. 

Ao criticar livros didáticos distribuídos por gestões passadas do MEC, o ministro disse que alguns "valores" não devem ser tratados "na infância ou adolescência". "Os alunos mal sabiam ler e compreender o que liam. Como ter espírito crítico se não dispõe de ferramenta mínima para dispor dessas opiniões". 

No lançamento do projeto, houve críticas à discussão do Congresso para liberar o plantio de cannabis no Brasil voltado à produção de remédios.

"Abre o olho, tem uma galera aí querendo liberar maconha. O senhor sabe que desencadeia suicídio. Abre o olho no Congresso Nacional. Tá dado o recado", disse a ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves a deputados que acompanhavam o evento. 

Um vídeo institucional do programa também afirmou que muitas mães crianças ou adolescentes recorrem ao aborto, "tirando a vida de outro ser e pondo a própria vida em risco". "Quando você fala de aborto, o álcool e a droga estão por trás", disse o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, ao também criticar o projeto de lei sobre o plantio da maconha.

O aborto é permitido em três situações no Brasil: quando a gravidez é resultado de violência sexual, se não há outro meio de salvar a vida da gestante e em casos de fetos com anencefalia.

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