Sócio do grupo Boticário confronta Bolsonaro e diz que lockdown nacional é urgente

“Como não tivemos um acompanhamento correto e não conseguimos aprender ao longo do ano, não está sobrando outra alternativa neste momento a não ser fazer um lockdown”, disse o sócio e vice-presidente do conselho de administração do Grupo Boticário, Artur Grynbaum

(Foto: ABr | Divulgação)
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247 - O sócio e vice-presidente do conselho de administração do Grupo Boticário, Artur Grynbaum, criticou a inação do governo federal no combate ao coronavírus e, ao contrário de Jair Bolsonaro, defendeu a adoção de um lockdown nacional para conter o avanço da Covid-19 no Brasil. “Como não tivemos um acompanhamento correto e não conseguimos aprender ao longo do ano, não está sobrando outra alternativa neste momento a não ser fazer um lockdown”, disse Grynbaum ao jornal O Estado de S. Paulo

“Impedir a circulação de pessoas é algo abrupto, mas funciona muito principalmente pela mensagem que passa. Infelizmente, tem pessoas que não estão nem aí em relação a tudo isso. É alarmante. Você anda por alguns locais e o pessoal não está preocupado com aglomeração. A gente continua vendo festas clandestinas. Isso é um absurdo, um egoísmo muito grande das pessoas, que não olham o papel que têm de desempenhar frente a uma crise desse tamanho”, completou. 

Na entrevista, o empresário também criticou a falta de planejamento para a aquisição de vacinas e o ritmo lento da campanha de imunização. “Infelizmente, não fomos bem no planejamento, não fizemos a aquisição das vacinas no momento correto. Agora tem uma busca desenfreada para tentar comprá-las e todos temos esperança de que isso aconteça o mais rápido possível. Mas, com isso, tem todo um atropelo. Você vê uma diferença na velocidade de aplicação das vacinas entre os Estados”, afirmou. 

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Para ele, “faltou uma união dos poderes federal, estaduais e municipais para fazer uma ampla frente, não só de combate, mas também desse processo de vacinação. O que tenho visto em outros países é que, por mais que haja divergências do ponto de vista político, neste momento essas divergências ficam de fora e a união se dá para resolver a questão da pandemia da melhor forma”. "Tivemos e continuamos tendo uma perda de tempo bastante importante”, emendou. 

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