Stedile: PEC 241 joga peso da crise nas costas do trabalhador

"Significa retirar direitos, diminuir salários, aumentar o desemprego. É uma forma de descarregar a crise na classe trabalhadora", disse o líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela os gastos do governo por 20 anos; para Stédile, a saída é a mobilização popular; "O espaço da burguesia para fazer a luta de classes é o Parlamento, o governo. O espaço da classe trabalhador, do povo, é a rua"; assista

"Significa retirar direitos, diminuir salários, aumentar o desemprego. É uma forma de descarregar a crise na classe trabalhadora", disse o líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela os gastos do governo por 20 anos; para Stédile, a saída é a mobilização popular; "O espaço da burguesia para fazer a luta de classes é o Parlamento, o governo. O espaço da classe trabalhador, do povo, é a rua"; assista
"Significa retirar direitos, diminuir salários, aumentar o desemprego. É uma forma de descarregar a crise na classe trabalhadora", disse o líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela os gastos do governo por 20 anos; para Stédile, a saída é a mobilização popular; "O espaço da burguesia para fazer a luta de classes é o Parlamento, o governo. O espaço da classe trabalhador, do povo, é a rua"; assista (Foto: Aquiles Lins)

Rede Brasil Atual - Para o líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que começa a ser votada hoje (10) no Congresso Nacional e congela os gastos do governo por 20 anos, joga a responsabilidade nas costas da classe trabalhadora. "Significa retirar direitos, diminuir salários, aumentar o desemprego. É uma forma de descarregar a crise na classe trabalhadora".

A declaração foi dada no último sábado (8), em evento promovido pela Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes, que reuniu líderes de movimentos sociais e acadêmicos para discutir a conjuntura política pós-golpe no país.

Para a professora de Ciências Sociais da Universidade Federal do ABC (UFABC), Maria Carlotto, a PEC do congelamento deve aprofundar os problemas em áreas como saúde, infraestrutura e educação. "O impacto é abissal. O país vai ser absolutamente distinto do que nós conhecemos hoje se a PEC 241 for aprovada."

Assista:

A professora ressalta que o governo já começou a cortar recursos das universidades federais. A UFABC, por exemplo, perdeu investimentos para a construção de novos campos, para a abertura de novos cursos e até verba de custeio para água, luz e telefone. Segundo Maria, se os repasses forem mantidos no patamares atuais, ainda que mantenha apenas o seu funcionamento mínimo, a UFABC corre o risco de fechar as portas a partir de agosto de 2017.

Para Stédile, a saída é a mobilização popular. "O espaço da burguesia para fazer a luta de classes é o Parlamento, o governo. O espaço da classe trabalhador, do povo, é a rua, são as praças, os teatros, enfim, aonde nós podemos ser maioria." 

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