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Supremo considera visita surpresa de Bolsonaro a Aras como ato de pressão

Ministros da Suprema Corte do país veem como pressão de Bolsonaro sobre Aras a visita surpresa feita pelo inquilino do Palácio do Planalto à PGR e comparam com ida à sede do STF à frente de um grupo de empresários

Jair Bolsonaro cochicha com procurador-geral da República, Augusto Aras (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 - Acusado de ter cometido seis crimes que estão sob investigação na Procuradoria Geral da República (PGR), Jair Bolsonaro fez nesta segunda-feira (250 uma visita surpresa à instituição sob o pretexto de participar do final de uma cerimônia. Compete à PGR  denunciá-lo sob a acusação de violar a autonomia da Polícia Federal ou ignorar a acusação.

Bolsonaro esteve por cerca de dez minutos com o procurador-geral da República, Augusto Aras, que será o responsável por denunciá-lo ou por pedir o arquivamento do inquérito que apura as acusações de que o chefe do Executivo tentou interferir indevidamente na Polícia Federal para beneficiar a si próprio e a seus familiares e amigos - , informam os jornalistas Daniel Carvalho, Matheus Teixeira e Talita Fernandes na Folha de S.Paulo.

Ministros do STF reprovaram a iniciativa de Bolsonaro e a compararam ao gesto do último dia 7, quando o chefe do Executivo atravessou a Praça dos Três Poderes a pé com um grupo de empresários para fazer uma visita ao Supremo, assinala a reportagem.