'Temos que dar um tempo, isso não é imediatamente', diz Padilha sobre acordo

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que é preciso "dar um tempo" para os líderes dos caminhoneiros conversarem com as bases, após o governo anunciar um acordo com a categoria; segundo o titular da pasta, é um "processo lento" até que o acordo firmado com as lideranças da categoria chegue aos caminhoneiros nas estradas

Brasília - O ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha fala sobre a reunião de Obras Inacabadas (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha fala sobre a reunião de Obras Inacabadas (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que é preciso "dar um tempo" para os líderes dos caminhoneiros conversarem com as bases. O titular da pasta manifestou sua posição, após ser questionado sobre se a categoria não estaria fazendo a parte deles no acordo com o governo para suspender a paralisação. Segundo Padilha, os efeitos do acordo não ocorrem "imediatamente".

O Palácio do Planalto anunciou o acordo na noite desta quinta-feira (24), que prevê, por exemplo, a continuidade da redução de 10% no valor do óleo diesel a preços na refinaria, já praticados pela Petrobras, nos próximos 30 dias, com compensações financeiras da União à estatal. O documento prevê a suspensão da greve por 15 dias.

"Eles [caminhoneiros] assinaram. Eles vão levar às suas bases. É isso que foi dito, é isso que está escrito. Eles vão levar às suas bases. Então nós temos que dar também um tempo. Isso não é imediatamente. Eles vão levar os dados todos às suas bases", afirmou Padilha à imprensa.

De acordo com o ministro, é um "processo lento" até que o acordo firmado com as lideranças da categoria chegue aos caminhoneiros nas estradas. "É um processo que é lento. Nós tivemos ontem [quinta-feira] as lideranças negociando por muitas horas, e o comando das lideranças, para chegar na base, não é instantâneo, não é imediato", disse Padilha.

Desde o início da política de reajustes diários dos preços dos derivados de petróleo, em 3 de julho do ano passado, a Petrobras aumentou o preço do óleo diesel em suas refinarias 121 vezes, alta de 56,5%, de acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Em pouco mais de dez meses, o litro do produto passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488.

 

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