Tereza Cruvinel: a dor de Damares e a ideologia de gênero do futuro governo

A jornalista Tereza Cruvinel destaca a coragem da futura ministra Damares Alves ao contar os abusos sexuais sofridos na infância; "O relato é doloroso, revoltante, comovente", diz; ela observa que para lidar com a questão "a educação sexual é muito importante, embora Bolsonaro tenha dito muito recentemente, numa transmissão digital, que isso é assunto para "o papai e a mamãe", confundindo-a com a tal "ideologia de gênero"

Tereza Cruvinel: a dor de Damares e a ideologia de gênero do futuro governo
Tereza Cruvinel: a dor de Damares e a ideologia de gênero do futuro governo

247 - A jornalista Tereza Cruvinel destaca a coragem da futura ministra Damares Alves ao contar em uma entrevista ao UOL, os abusos sexuais sofridos na infância. "O relato é doloroso, revoltante, comovente. Devemos louvar a coragem com que ela expõe sua dor, talvez com detalhes desnecessários, mas ela acha que isso ajuda a explicar sua trajetória", diz. "As estatísticas mostram que a violência sexual contra crianças e adolescentes acontece muito frequentemente dentro de casa, pelo padrasto, pelo próprio pai ou por parentes do convívio íntimo", observa a jornalista.

"Quando a família falha, por omissão calculada ou por despreparo, a escola pode ser a rede protetora, proporcionando informação correta e ensinando sobre direitos. A educação sexual é muito importante, embora Bolsonaro tenha dito muito recentemente, numa transmissão digital, que isso é assunto para "o papai e a mamãe", confundindo-a com a tal "ideologia de gênero". Ela ensinaria que ninguém nasce homem ou mulher, que a distinção é criação da própria sociedade", observa.

"No final de sua entrevista, Damares bate de frente com Bolsonaro, ao dizer: "Sim. Sou a favor da educação sexual. Vou conversar com o Ministério da Educação sobre isso. A escola vai ter que ter um papel importante para combater abusos contra crianças. A primeira ideia é capacitar professores para identificar violências contra os alunos. Mas é preciso respeitar as especificidades de cada idade. E a família deve ser ouvida e consultada. Se a família não quiser que o filho aprenda sobre o assunto, vai ser responsabilizada por isso." Nisso, ela se engana. E se a família for como a dela, que pelo visto, fechou os olhos?", questiona.

Leia a íntegra da coluna no Jornal do Brasil. 

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