Tijolaço: crise argentina pode chegar ao Brasil

"Está ficando difícil manter a aparência de calma no mercado financeiro, e não acreditem que seja apenas por causa da Turquia, como dizem os jornais. Um nova onda de colapso financeiro atingiu hoje, em cheio, a Argentina, logo aqui", diz o jornalista Fernando Brito, sobre a crise que fez o governo Macri subir a taxa de juros para 45%; "Esqueça o banho turco. Muito mais forte sobre o Brasil é o vento polar que sopra do Sul"

Tijolaço: crise argentina pode chegar ao Brasil
Tijolaço: crise argentina pode chegar ao Brasil (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Está ficando difícil manter a aparência de calma no mercado financeiro, e não acreditem que seja apenas por causa da Turquia, como dizem os jornais.

Um nova onda de colapso financeiro atingiu hoje, em cheio, a Argentina, logo aqui.

O dólar chegou a comprar 30 pesos, 50% a mais que os 20 pesos que comprava até abril.

O Banco Central argentino, com acordo com o FMI e tudo para garantir divisas, teve de elevar os juros a 45%, taxa que era de 27% naquele mesmo abril.

Anunciou-se, também, a venda de mais 500 milhões de dólares, amanhã, para acalmar o mercado, um processo que já "comeu" mais de US$ 20 bilhões das reservas internacionais do país.

Haverá algo além de turistas indo passear em Buenos Aires, é claro, mesmo com o risco-país tendo explodido.

Assim, os R$ 3,92 que o dólar atingiu por aqui não são garantia de que é um pico que irá refluir.

Lá, como aqui, o governo trata de acelerar um arremedo de Operação Lava Jato, destinado a desgastar Cristina Kirchner, provável candidata de oposição á Casa Rosada.

Esqueça o banho turco.

Muito mais forte sobre o Brasil é o vento polar que sopra do Sul.

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