“Vai passar o tempo e ninguém vai se lembrar disso”, deseja Moro ao ser questionado sobre Vaza Jato

“Claro que, no momento em que isso foi divulgado, gerou um certo sensacionalismo. Mas vai passar algum tempo e ninguém vai se lembrar disso”, afirmou Sergio Moro, revelando o seu desejo ao comentar sobre a Vaza Jato que, em 2019, desnudou o conluio dele com os procuradores de Curitiba na Lava Jato

O ministro da Justiça  Sergio Moro
O ministro da Justiça Sergio Moro (Foto: Jose Cruz/Agencia Brasil)
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247 - Em entrevista ao site porta-voz da Lava Jato, O Antagonista, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, voltou a usar a tática de tentar desqualificar as provas e disse que as revelações da Vaza Jato, que mostrou mensagens que ele trocou com procuradores de Curitiba evidenciando o conluio para condenar o ex-presidente Lula, "foi um episódio menor".

“Claro que, no momento em que isso foi divulgado, gerou um certo sensacionalismo. Mas vai passar algum tempo e ninguém vai se lembrar disso, porque no fundo é algo ridículo”, disse Moro, demonstrando se tratar mais de um deseja do que um fato da realidade.

A declaração foi dada ao responder uma ironia do jornalista que o advertiu, em tom de piada, que ele tinha que tomar cuidado com mensagens trocadas por aplicativos. Em seguida, Moro foi questionado sobre a conclusão do inquérito dos hackers e como ele avalia hoje os vazamentos de diálogos com procuradores da Lava Jato.

Moro disse ter a consciência “absolutamente tranquila” e afirmou que o “mais grave é a tentativa dos responsáveis por esses ataques e também pela divulgação em tentar traçar um cenário de que seriam heróis da imprensa”.

Apesar de afirmar que foi um "episódio menor", o ex-juiz afirmou que o conteúdo invalida as condenações. “Parece absolutamente óbvio, embora existam aspectos que devam ser investigados, que o mote principal era invalidar condenações de pessoas que se envolveram em corrupção", declarou.

Sobre as condenação que aplicou contra o ex-presidente Lula, Moro usou a acusação genérica para sustentar que a condenação de Lula foi baseada em provas. “Como justificar que tenho tantas propriedades e não está nada em meu nome e empreiteiras me prestando toda espécie de favor?”, indagou.

Moro ainda tentou justificar o fato de participar do governo eleito justamente porque ele condenou sem provas o principal candidato a presidente das eleições de 2018. “É outra farsa grotesca, porque proferi a decisão contra o ex-presidente em meados de 2017, sequer conhecia o Bolsonaro", argumentou.

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