Verissimo: ninguém imagina que Geddel simplesmente coleciona cédulas

O escritor e colunista Luis Fernando Veríssimo avaliou neste domingo, 10, que os R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal no apartamento em Salvador ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima causaram "deslumbramento" aos brasileiros pela dimensão do montante; "O volume de dinheiro encontrado em Salvador nos permitiu ter uma amostra do que só conhecíamos de ouvir falar: as grandes somas movimentadas pela corrupção nacional, que existiam, nas nossas cabeças, apenas como números frios e impalpáveis", diz ele; "Não se sabe de onde vinha e para onde ia a dinheirama de Salvador, mas ninguém pensou na possibilidade mais generosa, a de que Geddel simplesmente coleciona cédulas como hobby. A explicação não é corrupção, não é nada do que estão pensando. É numismática", diz Verissimo 

O escritor e colunista Luis Fernando Veríssimo avaliou neste domingo, 10, que os R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal no apartamento em Salvador ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima causaram "deslumbramento" aos brasileiros pela dimensão do montante; "O volume de dinheiro encontrado em Salvador nos permitiu ter uma amostra do que só conhecíamos de ouvir falar: as grandes somas movimentadas pela corrupção nacional, que existiam, nas nossas cabeças, apenas como números frios e impalpáveis", diz ele; "Não se sabe de onde vinha e para onde ia a dinheirama de Salvador, mas ninguém pensou na possibilidade mais generosa, a de que Geddel simplesmente coleciona cédulas como hobby. A explicação não é corrupção, não é nada do que estão pensando. É numismática", diz Verissimo 
O escritor e colunista Luis Fernando Veríssimo avaliou neste domingo, 10, que os R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal no apartamento em Salvador ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima causaram "deslumbramento" aos brasileiros pela dimensão do montante; "O volume de dinheiro encontrado em Salvador nos permitiu ter uma amostra do que só conhecíamos de ouvir falar: as grandes somas movimentadas pela corrupção nacional, que existiam, nas nossas cabeças, apenas como números frios e impalpáveis", diz ele; "Não se sabe de onde vinha e para onde ia a dinheirama de Salvador, mas ninguém pensou na possibilidade mais generosa, a de que Geddel simplesmente coleciona cédulas como hobby. A explicação não é corrupção, não é nada do que estão pensando. É numismática", diz Verissimo  (Foto: Aquiles Lins)

247 - O escritor e colunista Luis Fernando Verissimo avaliou neste domingo, 10, que os R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal no apartamento em Salvador ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima causaram "deslumbramento" aos brasileiros pela dimensão do montante. 

"O volume de dinheiro encontrado em Salvador nos permitiu ter uma amostra do que só conhecíamos de ouvir falar: as grandes somas movimentadas pela corrupção nacional, que existiam, nas nossas cabeças, apenas como números frios e impalpáveis. Podíamos imaginar um monte de dinheiro acumulado por 40, ou 400, ladrões, mas nos resignávamos a jamais conhecê-lo, por assim dizer, pessoalmente. E no entanto, lá estavam 50 milhões dos bilhões da corrupção, embrulhados, à vista, fotografados, reais (e dólares) de verdade. Uma imagem para a História", diz. 

Veríssimo conta que as cédulas de papel moeda vêm perdendo sua razão de ser em todo o mundo, substituído por impulsos eletrônicos e cartões de plástico. "Mas a corrupção brasileira tem um apego nostálgico às notas. Dizem que brasileiros com contas na Suíça são conhecidos porque são os únicos que, periodicamente, pedem para ver seu dinheiro e saber se ele está bem. Aqui, ainda não se sabe para quem era aquela mala com 500 mil que não chegou ao seu destino, mas era, certamente, alguém que preferia notas por razões sentimentais", afirma. 

"Não se sabe de onde vinha e para onde ia a dinheirama de Salvador, mas ninguém pensou na possibilidade mais generosa, a de que Geddel simplesmente coleciona cédulas como hobby. A explicação não é corrupção, não é nada do que estão pensando. É numismática", diz Verissimo.

Leia na íntegra o texto de Luis Fernando Veríssimo. 

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