Villas Bôas volta a criticar Olavo e diz que guru tem 'participação direta' nas crises do governo

O ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas voltou a criticar nesta quarta-feira o guru do clã Bolsonaro Olavo de Carvalho, que tem feito uma série de ataques ao núcleo militar do governo; "Praticamente todas as crises que nós vivemos desde que o presidente Bolsonaro assumiu têm a participação direta ou indireta do Olavo de Carvalho, que não contribui", disse 

Villas Bôas volta a criticar Olavo e diz que guru tem 'participação direta' nas crises do governo
Villas Bôas volta a criticar Olavo e diz que guru tem 'participação direta' nas crises do governo

247 - O ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas voltou a criticar nesta quarta-feira o ideólogo Olavo de Carvalho, que tem feito uma série de ataques ao núcleo militar do governo. Villas Bôas fez uma rápida presença na sessão da Comissão de Segurança Pública da Câmara, que está ouvindo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Já fora da sala, o general, hoje assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), conversou rapidamente com jornalistas. A informação é do jornal O Globo. 

— Praticamente todas as crises que nós vivemos desde que o presidente Bolsonaro assumiu têm a participação direta ou indireta do Olavo de Carvalho, que não contribui. Temos tantas questões importantes que precisamos dar prioridade, e a gente fica dispersando energia com questões que absolutamente não contribuem para a solução dos problemas — afirmou Villas Bôas.

Na segunda-feira, no Twitter, o general já havia reagido às investidas de Olavo contra os militares. O texto citava o “vazio existencial” e a “falta de princípios básicos de educação” do ideólogo. O texto também classificava Olavo como “trótski de direita”. O primeiro alvo do ideólogo foi o vice-presidente, Hamilton Mourão. Em seguida, os ataques passaram a ser direcionados para o ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo). Ambos retrucaram as ofensas, mas a entrada de Villas Bôas no debate foi interpretada com um sinal de que o núcleo militar não vai ceder ao grupo do governo alinhado a Olavo. O ideólogo, por sua vez, não recuou e também atacou o ex-comandante do Exército. Bolsonaro evitou repreender Olavo e não saiu em defesa dos militares.

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