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Coronavirus

Anvisa faz anúncio sobre a Sputnik V

Anvisa é acusada pelo fabricante do imunizante russo de espalhar informações falsas sobre a "suposta" presença de adenovírus replicante

(Foto: ABr)
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247 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está apresentando na tarde desta quinta-feira (29) informações basearam sua decisão de não recomendar a importação da vacina Sputnik V contra a Covid-19. 

A Anvisa é acusada pelo fabricante do imunizante russo de espalhar informações falsas sobre a "suposta" presença de adenovírus replicante

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Leia também reportagem da Rede Brasil Atual sobre o assunto:

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A fabricante da vacina Sputnik V anunciou, em seu perfil oficial no Twitter, na manhã de hoje (29), que vai ajuizar uma ação na Justiça contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Após a admissão do regulador brasileiro (…) de que não testou a vacina Sputnik V, a Sputnik V está iniciando um processo judicial de difamação no Brasil contra a Anvisa por espalhar informações falsas e imprecisas intencionalmente”, diz a postagem. Na segunda-feira (26), a agência brasileira decidiu vetar a importação do imunizante russo sob a alegação de falta de dados e de risco de efeitos colaterais por falhas na fabricação.

A desenvolvedora do imunizante russo afirmou que as questões técnicas colocadas pela Anvisa na reunião do dia 26 não têm embasamento científico e “não podem ser tratadas com seriedade na comunidade científica e entre os reguladores internacionais”. Na terça (27), a Sputnik V acusou a agência brasileira de mentir, afirmou que a decisão “é de natureza política e nada tem a ver com o acesso do regulador à informação ou ciência”. Segundo os russos, ao contrário do que diz a Anvisa, foi dado aos agentes pleno acesso a todos os documentos relevantes, aos locais de pesquisa e produção em Moscou e a documentos e dados científicos pertinentes.

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The Lancet: eficácia de 91,6%

Primeiro imunizante contra a covid-19 registrado no mundo, em agosto de 2020, a Sputnik V, desenvolvida pelo Centro Gamaleya, tem eficácia comprovada de 91,6%, segundo estudos clínicos publicados em fevereiro pela prestigiosa revista científica britânica The Lancet.

Na terça, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, disse, na comissão externa da Câmara que acompanha o combate à pandemia, que a recusa para a importação da vacina não “inviabiliza” seu uso no País, já que a análise pode ser refeita com novos dados. Alegou que havia presença de adenovírus replicante (vírus com capacidade natural de replicação) na vacina, o que não pode ser aceito. A Sputnik nega.

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A fabricante também publicou no Twitter que Mendes teria reconhecido que a agência não recebeu amostras da vacina para teste e que, “então, precisa ficar claro, não fizemos teste para adenovírus replicado”. Porém, o perfil da Sputnik não informa a fonte desta declaração. Hoje, senadores da CPI da Covid aprovaram a convocação do presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, para depor na comissão. Em março do ano passado, Barra Torres, sem máscara, participou de manifestações na companhia do presidente Jair Bolsonaro.

Questionamentos na Câmara

Na audiência de terça-feira na comissão da Câmara, as deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Mariana Carvalho (PSDB-RO) questionaram o gerente da Anvisa. “O senhor colocou aqui uma série de afirmações sobre a vacina Sputnik e ao mesmo tempo diz que não tem as documentações. A questão das impurezas, ou da replicação do vírus, ou dos testes de qualidade, são afirmações ou são dúvidas pela ausência dos dados?”, perguntou Jandira. Segundo Mendes, faltam dados.

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A deputada tucana afirmou ser confuso que 62 países já tenham aprovado a vacina se existem tantas dúvidas. “Eu confesso que deixa a gente com algumas perguntas quando se vê realmente outros países vacinando a sua população. Será que esses países estão sendo tão irresponsáveis de colocar a vida dos seus cidadãos numa condição de risco? ”, questionou Mariana.

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