Coronavírus: Brasil terá falta de leitos mesmo em cenário mais otimista

Um grupo ligado ao Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da UFMG apontou que, num cenário com 0,1% da população infectada pelo coronavírus em um mês, faltariam leitos em UTIs para o atendimento dos casos mais graves em 44% das regiões em que o SUS agrupa os municípios do País

(Foto: Reuters)
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247 - Um grupo ligado ao Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontou que, num cenário com 0,1% da população infectada pelo coronavírus em um mês, faltariam leitos em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) para o atendimento dos casos mais graves em 44% das regiões em que o Sistema Único de Saúde (SUS) agrupa os municípios do País. Mesmo em cenário otimista, haverá falta de leitos. Uma taxa de infecção de 0,1% será alcançada no Brasil quando 210 mil pessoas tiverem contraído o novo coronavírus. O País tem 8 mil confirmações da Covid-19, com 327 mortes.

Tendo como base experiências de países atingidos antes pela pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que 14% das pessoas infectadas pelo coronavírus precisarão de internação hospitalar e pelo menos 5% terão necessidade de atenção maior e de equipamentos das UTIs. Os dados foram publicados no jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o grupo da UFMG, num cenário mais pessimista, em que o contágio atingiria 1% da população em um mês, os hospitais de 95% das regiões ficariam sobrecarregados, sem leitos para os casos mais graves. Em 51% das regiões, também não haveria aparelhos de ventilação pulmonar suficientes para auxiliar os doentes.

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