Fiocruz encontra novas linhagens do coronavírus em Rondônia

Pesquisadores da Fiocruz encontraram 41 mutações no SARS-CoV-2 após um estudo genômico do novo coronavírus que circula no estado

Modelo em 3D representando o coronavírus
Modelo em 3D representando o coronavírus (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)
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247 - Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)  em Rondônia anunciaram que encontraram 41 mutações no SARS-CoV-2 após um estudo genômico do novo coronavírus que circula no estado. Segundo o estudo, as novas mutações dão origem a linhagens do coronavírus até então não descritas e potencialmente capazes de causar reinfecção e serem mais transmissíveis.

Segundo reportagem do UOL, seis mutações chamam a atenção e ocorreram na proteína Spike, usada pelo coronavírus para entrar nas células humanas.  Mudanças nessa proteína podem ampliar a capacidade de transmissibilidade do vírus e serem responsáveis por casos de reinfecção ou mesmo redução da proteção de vacinas.

As amostras analisadas pela Fiocruz foram colhidas de pessoas infectadas entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano na capital Porto Velho e interior do estado. As mutações que foram encontradas ocorreram nas três variantes que circulam no estado: P.2, B.1.1.28 e B.1.1.33 (ambas com circulação no Brasil).

"O alto potencial de transmissão do SARS-CoV-2 possibilita o surgimento de muitos casos ativos simultâneos na população. Conforme o vírus se espalha e infecta novas pessoas, o vírus vai acumulando novas mutações porque as cepas passam por pressões do sistema imunológico e ambientais diferentes que selecionam quais cepas vão se perpetuar. Portanto, a quantidade elevada e simultânea de infecções causa como consequência o aumento da chance de surgimento de novas variantes", disseram ao UOL os pesquisadores Deusilene Viera, Tarcio Peixoto Roca e Felipe Gomes Nogueira, da Fiocruz Rondônia.

O estudo contou com colaboração da Secretaria de Estado da Saúde, do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical.

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