Índia: indisponibilidade da vacina é culpa de países ricos e do Brasil, que é contra produção genérica

Em reuniões na OMC, a comitiva brasileira desmoraliza o debate com questões desnecessárias e se alinha aos interesses de países ricos, mesmo não tendo garantido a vacinação para sua população

Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi
Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi (Foto: Agência Brasil | Reuters)
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247 - A Índia, que defende o fim das patentes sobre as vacinas contra a Covid-19, medida que resultaria na produção nacional dos imunizantes, acusou o Brasil de intransigência no debate sobre o tema. 

Segundo o país asiático, as patentes significam que "um grande número de instalações de fabricação em muitos países com capacidade comprovada para produzir vacinas seguras e eficazes são incapazes de utilizar essas capacidades".

No entanto, aponta a comitiva indiana, em reuniões na OMC (Organização Mundial do Comércio), o Brasil inunda o debate com questões desnecessárias, desmoralizando o debate, e se alinha aos interesses de países ricos, que são os únicos que podem bancar o alto custo de importação das doses. 

Na reunião de hoje no órgão, o Itamaraty se manteve em absoluto silêncio.

As informações são da coluna de Jamil Chade, no Uol.

A postura do Itamaraty frustra a Índia, de tal forma que a última passou a exportar vacinas preferencialmente para países vizinhos, deixando o Brasil no final da fila para as doses da vacina da Astrazeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford.

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