Na corrida pela vacina, cresce número de laudos de comorbidades e “fura-fila” também

Oferta de vacinas para para pessoas com comorbidades no Plano Nacional de Imunização (PNI) fez crescer a procura por atestados médicos e, consequentemente, aumento as fraudes. Estados investigam casos de “fura fila” e médicos recém formados dizem que estão sendo pressionados

(Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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247 - Neste final de semana, muitos municípios fizeram mutirões para cadastramento de comorbidades no Plano Nacional de Imunização (PNI), pois o Ministério da Saúde tem liberado a vacinação contra Covid-19 para esse grupo de pessoas. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, tem crescido em igual proporção o número de fraudes. Estados como Amapá e Paraíba já tem possíveis casos de “fura fila” sendo investigados pelo Ministérios Públicos estaduais e o Federal. Profissionais de saúde relataram que estão sofrendo pressão de pacientes para a emissão de atestados de comorbidades.

No interior de São Paulo, na cidade de Marília, moradores estavam levando receitas falsificadas  de familiares nos mutirões, principalmente com remédios para controle de pressão arterial e diabetes,  para conseguir a imunização, uma vez que cadastrados no SUS, são automaticamente incluídos na lista de comorbidades. 

De acordo com estimativas do governo federal, cerca de 18 milhões de pessoas entre 18 e 59 anos possuem diabetes ou cardiopatias, doenças que atingem boa parte da população, seguido de hipertensão, que só é permitida a imunização, de acordo com o PNI, nos casos mais graves. 

Segundo a reportagem, profissionais de saúde relataram que estão sofrendo pressão de pacientes para a emissão de atestados de comorbidades. Por falta de experiência do médico recém-formado, muitos pacientes acabam tentando se aproveitar disso para tentar passar na frente da fila da vacina, pedindo receita de medicamento para comorbidade e até mesmo pedindo atestado. 

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