Presidente do Hospital Albert Einstein diz que falta de valorização da ciência no Brasil prejudicou combate à pandemia

O presidente do hospital Alberto Einstein, o cirurgião Sidney Klajner, diz que não esperava que o Brasil perderia totalmente o controle da pandemia e se tornaria um dos campeões em casos e óbitos pela doença. Segundo ele, faltou valorizar a ciência

Sidney Klajner, presidente do Hospital Alberto Einstein
Sidney Klajner, presidente do Hospital Alberto Einstein (Foto: Divulgação)
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247 - Em entrevista ao Estado de S.Paulo, o cirurgião Sidney Klajner, presidente do Hospital Alberto Einstein, diz que a falta de valorização da ciência e de atitudes pautadas em evidências científicas foram os principais fatores que levaram o país ao descontrole da pandemia e à situação atual com 10 milhões de casos e mais de 247 mil mortos.

Ele criticou também a postura do Conselho Federal de Medicina (CFM) ao autorizar a prescrição de tratamentos ineficazes, como a hidroxicloroquina, e disse acreditar que ainda viveremos as restrições impostas pela pandemia por um longo período.

"A gente vai ter uma presença endêmica do coronavírus por um tempo extremamente longo. A gente pode até controlar essas infecções endêmicas em determinados países ou regiões onde a gente tem um poder maior de imunização, mas sempre vai ter o risco de ela ser trazida por alguém que vem de fora dessas comunidades. Eu não vejo muito próximo o retorno a uma vida normal", opinou.

Para Klajner, a fórmula para reduzir a mortalidade passa por investir em UTIs com boa estrutura, equipamentos adequados e profissionais capacitados. As condições prévias de saúde da população e a facilidade de acesso à assistência também têm impacto, diz ele.

O principal aprendizado destes 12 meses de pandemia , diz o presidente do Einstein, é a necessidade de pautar as estratégias de enfrentamento à doença no conhecimento científico, e não em ideologias. 

Leia a íntegra da entrevista.

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