The Economist diz que o pior da pandemia de Covid-19 ainda está por vir

Mais de 10 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus, em praticamente todos os lugares (menos no Turcomenistão e na Coreia do Norte, além da Antártida). Para cada país onde o vírus parece controlado, como China, Taiwan e Vietnã, há muitos outros onde a doença avança com fúria

(Foto: REUTERS/Ivan Alvarado)
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247 - O pior ainda está por vir. Com base em pesquisas em 84 países, uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) calcula que, para cada caso registrado, 12 não são notificados e, para cada duas mortes por Covid-19 contabilizadas, 1/3 é atribuído a outras causas, afirma o jornal The Economist, em artigo traduzido e publicado pelo Estadão  que acrescenta:  sem uma grande descoberta da medicina, o número total de casos chegará a algo entre 200 milhões e 600 milhões no segundo trimestre de 2021, causando a morte de entre 1,4 e 3,7 milhões de pessoas. Mais de 90% da população do mundo ainda estará vulnerável à infecção - e muito mais se a imunidade for apenas transitória.

O contágio será contido com mudanças no comportamento; testagem, rastreamento e isolamento. E, se tudo isso falhar, lockdowns. Quanto menos um país testa, como o Brasil, mais tem de recorrer às outras duas táticas. 

Os impactos sobre a economia são grandes. O J.P. Morgan prevê que, nas 39 economias que o banco monitora, o declínio na primeira metade do ano será de cerca de 10% do PIB. 

A Covid-19 veio para ficar, pelo menos por um tempo. Os vulneráveis terão medo de sair e a inovação desacelerará, criando uma economia que nunca chegará a atingir 100% de seu potencial. Muitas pessoas vão adoecer, algumas vão morrer. Talvez você tenha se cansado da pandemia. Mas ela não se cansou de você, conclui o artigo.

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