Reverendo mentiu na CPI: aparece carta que prova negociação entre sua ONG e municípios do Acre

Ao contrário do que alegou à comissão, o reverendo Amilton Gomes negociou a venda de vacinas com municípios. Correspondência à Associação de Municípios do Acre ofertava vacinas da AstraZeneca

Reverendo Amilton Gomes de Paula
Reverendo Amilton Gomes de Paula (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado | Reprodução)
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247 - O reverendo Amilton Gomes mentiu na CPI da Covid no Senado. E-mails obtidos pela CNN Brasil mostram que, ao contrário da versão que apresentou à comissão, o intermediador de vacinas negociou com municípios. 

Em correspondência à Associação de Municípios do Acre (Amac), o reverendo diz que enviaria informações sobre a venda de doses da vacina da AstraZeneca. O e-mail, de fevereiro deste ano, é assinado por Gomes. 

Em março, a Amac oficializou a intenção de compras de vacinas da Janssen. A mensagem foi enviada à Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários, ONG dirigida pelo reverendo, e a Cristiano Carvalho, representante da Davati Medical Supply. Nela, Cristiano oferece novamente a vacina da AstraZeneca. 

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Carvalho reconheceu a autenticidade das mensagens. Ele esclareceu, no entanto, que o negócio não foi fechado. Segundo ele, esta não foi a única tratativa com municípios. 

Mais cedo, ao ser questionado pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o reverendo afirmou: “Senador, eu desconheço essa amplitude onde nós chegamos, com governadores, com prefeitos, com prefeituras. Eu desconheço. Eu não conversei com nenhum governador, nenhum prefeito”.

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