“Ataque muito grave à liberdade de expressão”, diz editora intimidada por bolsonarista

"Mesmo sabendo que essas ameaças vêm de grupelhos isolados, precisamos estar firmes e fortes para barrar essas e quaisquer outras tentativas obscurantistas de nos intimidar. A literatura será sempre libertária, um polo de diversidade e resistência", afirmou Ivana Jinkins, diretora da editora Boitempo, ao comentar ameaça que recebeu por telefone de um apoiador de Jair Bolsonaro

“Ataque muito grave à liberdade de expressão”, diz editora intimidada por bolsonarista
“Ataque muito grave à liberdade de expressão”, diz editora intimidada por bolsonarista

Revista Fórum - Nesta quarta-feira (24) o alvo das ameaças diárias de eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) foi uma editora de livros. Ivana Jinkings, responsável pela Boitempo, recebeu um telefonema intimidatório de um apoiador do capitão da reserva. De acordo com Ivana, ele fez perguntas sobre as tiragens de algumas obras, afirmou que a editora "logo vai acabar" e a sugeriu "comprar uma carabina".

"Os fascistas têm se movimentado no país todo para ameaçar intelectuais, artistas, dirigentes e militantes de esquerda, mulheres, negros, homossexuais e transexuais. Há um sentimento de que toda violência está autorizada, a impunidade pra esses crimes de ódio tem sido total. Como a Boitempo se tornou referência em publicações do chamado pensamento crítico, era fatal de que acabaria acontecendo algo assim", constatou.

Para a editora, esse tipo de atitude configura "um ataque muito grave à liberdade de expressão". "Mesmo sabendo que essas ameaças vêm de grupelhos isolados, precisamos estar firmes e fortes para barrar essas e quaisquer outras tentativas obscurantistas de nos intimidar. A literatura será sempre libertária, um polo de diversidade e resistência", pontuou.

Leia o texto na íntegra na Fórum.

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