Convidado de Ferréz, João Gordo fala de música, política e conta sua trajetória

Líder da banda Ratos de Porão, o músico, compositor e apresentador fala sobre sua trajetória e a banda que faz 36 anos "e nunca parou de tocar", mas também "nunca fez parte do rock nacional"; ele conta sobre sua passagem pela TV Record e chama de "hipócrita" quem o criticou por isso; sobre Bolsonaro, diz: "A única parada que eu tenho para definir o Bolsonaro é câncer de próstata. É racista sim, é fascista sim, é quase nazi, é uma afronta"; assista

joão gordo
joão gordo (Foto: Gisele Federicce)

247 - O hoje metaleiro, líder da banda de rock Ratos de Porão, músico, compositor e apresentador João Gordo foi convidado do programa "Ferréz em Construção", na TV 247, transmitido ao vivo pelo Facebook e Youtube todas as quintas, às 18h30. Em uma conversa divertida e cheia de palavrões, ele fala sobre sua trajetória, a história do Ratos, rebate críticas por sua passagem pela TV Record e comenta o atual cenário político do País.

Embora o Ratos de Porão tenha 36 anos e "nunca parou de tocar", a "minha vida musical não interessa a ninguém", dispara logo no início, em uma crítica às tantas entrevistas que nunca abordaram sua trajetória na música. Hoje ele se diz metaleiro. "Eu fui punk dos 13 aos 22", conta, hoje com 54 anos.

"As pessoas não sabem a importância do Rato de Porão para o rock. Mas os gringos sabem, a gente lá é prestigiado", relata. "O Ratos de Porão nunca fez parte do rock nacional, nunca tocou em rádio", completa.

Sobre sua passagem pela Record, disse que não gostava, mas recebeu uma boa proposta financeira. "O que eu ouvi de críticas... com um salarião que o cara te oferece, para ganhar o triplo, qualquer um iria lá, com família para sustentar, imposto para pagar. É muito hipócrita".

Para ele, o atual momento do País é cíclico. "O mundo dá voltas né cara. Isso aí já teve lá e tá voltando tudo de novo", analisa, em referência ao nazismo. "Hoje em dia parece que é legal ser racista, pilantra, hipócrita, arma, Jesus, bandido bom é bandido morto... Mas quem prega isso é aí é de uma hipocrisia sem igual".

Questionado sobre o pré-candidato Jair Bolsonaro, responde: "A única parada que eu tenho para definir o Bolsonaro é câncer de próstata. Eu não desejo isso pra ele, nem pra mim", ri. "Mas é racista sim, é fascista sim, é quase nazi, é uma afronta", descreve.

João Gordo apresenta um programa musical na TV Brasil, o Eletrogordo. Vegano, ele comanda também um programa no YouTube, o Panelaço, onde o convidado, vegano ou carnívoro, também come uma receita preparada por ele.

Inscreva-se na TV e assista ao programa:

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