Daniela Mercury protesta contra a estupidez bolsonarista

"Depois dos ataques à educação, do desmantelamento da cultura, do olhar agressivo de ministros, da tentativa de emplacar a Escola Sem Partido, eu não poderia deixar de frisar esse discurso. Minha mãe foi vice-reitora da PUC de Salvador, sou apaixonada por conhecimento. Como podemos aceitar essas tentativas de mordaça e controle?", questiona a artista

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247 – A cantora Daniela Mercury explicou, em entrevista à jornalista Maria Fortuna, publicada no Globo, por que tem adotado um tom mais político. O motivo é a necessidade de reagir à estupidez representada pelo bolsonarismo. "Depois dos ataques à educação, do desmantelamento da cultura, do olhar agressivo de ministros, da tentativa de emplacar a Escola Sem Partido, eu não poderia deixar de frisar esse discurso. Minha mãe foi vice-reitora da PUC de Salvador, sou apaixonada por conhecimento. Como podemos aceitar essas tentativas de mordaça e controle? Precisamos reagir. Minha forma de falar é a musica. 'Balbúrdia' traz a ancestralidade dos blocos afro na forma de protestar, afirmativamente, falando do orgulho de ser o que é. A ideia é confrontar cinismo, censura, LGBTfobia, racismo, ataques à natureza... ", diz ela.

"Sem alegria e esperança a gente não se mobiliza. A arte aproxima, conecta. De que adianta o dinheiro e o materialismo da sociedade? É preciso justiça social, respeito à ancestralidade. Quando a gente desrespeita o indígena, o negro, ferimos nossa origem. A sociedade capitalista desumaniza, a arte está aí para humanizar. Quando vestimos roupa de São João, de caipira, celebramos a nós mesmos. Quando ocupamos a rua no carnaval, somos cidadãos. Cultura é uma ocupação de nós mesmos, é quando a gente lembra o nosso sentido de pertencimento. Por isso, sempre fui uma 'artivista”. Nosso canto é a nossa dignidade mantida", afirma ainda a artista.

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