Deutsche Welle acusa J. P. Cuenca de discurso de ódio. Escritor contesta e avisa que vai acionar a justiça

A Deutsche Welle, uma das mais tradicionais do mundo, em sua operação brasileira, anunciou que deixará de publicar a coluna do escritor João Paulo Cuenca, acusando o ensaísta brasileiro de “discurso de ódio e incitação à violência”

J. P. Cuenca
J. P. Cuenca (Foto: Reprodução)
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247 - A Deutsche Welle Brasil dispensou o escritor João Paulo Cuenca, um dos escritores brasileiros mais respeitados no mundo e colaborador do veículo. Cuenca parafraseou citação do século 18 e teve leitura distorcida pela Agência Alemã, que o acusou de propagar “discurso de ódio”.

A reportagem da revista Fórum destaca que “Cuenca, que adaptou uma frase clássica do século XVIII para criticar a família Bolsonaro, em seu perfil pessoal no Twitter, repudia as acusações e vai processar a DW Brasil, que teria cedido a pressão de bolsonaristas. “O brasileiro só será livre quando o último Bolsonaro for enforcado nas tripas do último pastor da Igreja Universal”, escreveu Cuenca, em seu perfil no Twitter. A mensagem despertou uma onda de ataques de bolsonaristas contra ele na rede social e, segundo o escritor, até ameaças de morte.”

A matéria ainda acrescenta que “após a repercussão, Cuenca esclareceu que, para fins de sátira crítica, adaptou a frase “o homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”, dita pelo sacerdote católico e filósofo francês Jean Meslier, em 1761. A mensagem é frequentemente atribuída ao iluminista Voltaire e já ganhou diferentes adaptações ao longo da história para refletir outros períodos de crise política. O escritor também chegou a publicar na rede social que está acostumado com campanhas pela sua demissão feitas por alvos de suas críticas, o que teria ocorrido em todos os lugares para os quais colaborou, mas destacou que nunca viu um veículo de comunicação ceder “de forma tão rápida e assustada”.”

 

 

 

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