Lula e Marielle são faces da injustiça, diz diretora premiada em Berlim

O longa Espero tua (re)volta, filme dirigido pela brasileira Eliza Capai, foi agraciado os prêmios da Anistia Internacional e da Paz, no Festival de Berlim; o filme conta a história da ocupação das escolas em São Paulo, em 2015, por estudantes secundaristas que resistiam ao fechamento das escolas proposto pelo governador à época Geraldo Alckmin; na cerimônia de entrega do prêmio, Capai se emocionou ao falar da injustiça, representada no Brasil pela prisão de Lula e pelo assassinato de Marielle Franco

Lula e Marielle são faces da injustiça, diz diretora premiada em Berlim
Lula e Marielle são faces da injustiça, diz diretora premiada em Berlim

247 - O longa Espero tua (re)volta, filme dirigido pela brasileira Eliza Capai, foi agraciado os prêmios da Anistia Internacional e da Paz, no Festival de Berlim. O filme conta a história da ocupação das escolas em São Paulo, em 2015, por estudantes secundaristas que resistiam ao fechamento das escolas proposto pelo governador à época Geraldo Alckmin. Na cerimônia de entrega do prêmio, Capai se emocionou ao falar da injustiça, representada no Brasil pela prisão de Lula e pelo assassinato de Marielle Franco.

Confira o discurso de Eliza Capai em Berlim: 

Nem nos meus piores pesadelos eu poderia imaginar que nosso ex-presidente, aquele que estava liderando todas pesquisas para ser eleito o novo presidente do Brasil em 2018, seria impedido de concorrer às eleições. Porque Luiz Inácio Lula da Silva foi colocado na prisão por um juiz, chamado Sérgio Moro, que agora é o ministro da Justiça deste novo presidente de extrema-direita.

E para mim, a imagem de Lula, assim como a imagem de Marielle Franco, a vereadora negra das favelas do Rio de Janeiro que foi assassinada quase um ano atrás, eles são as faces da injustiça que acontece no Brasil. Eles são as caras desse novo governo tentando dizer: "Você, pobre, você não merecem ser o presidente do Brasil. Você, mulher negra, cale a boca. Você, LGBT, volte para o armário. Você, mulher, volte para a cozinha".

Portanto, estar aqui, como diretora de um filme, uma mulher brasileira neste lugar, isso significa muita coisa. Não somente para mim. E estar aqui com um filme sobre estudantes no Brasil, estudantes pobres, estudantes negros, lutando pelo que há de mais básico, é uma grande honra. Esse prêmio vai para todo mundo que luta por um mundo melhor, por um mundo com justiça, e vai também para cada um dos estudantes, dos jovens, e de todos aqueles de qualquer idade que tenham uma mente jovem e lutam por uma educação mais crítica em todos os cantos do planeta. Muito obrigada!

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