Silvio Almeida diz que prisão de Paulo Galo é teste para o avanço de projetos autoritários

"Afinal, se alguém com a liderança e visibilidade dele pode ser pego por algo que nem cabe prisão imaginem o que poderia ser feito com alguém com menos articulação?", questionou

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
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247 – "A absurda e ilegal prisão do Paulo Galo é apenas mais uma das expressões de uma sociedade autoritária em que uma estátua vale mais do que a vida humana, algo que já venho dizendo desde o ano passado. Este caso merece toda a nossa atenção e mobilização porque o que acontecer servirá de exemplo para que outras prisões do tipo sejam realizadas. A vida de pessoas como o Galo sempre servem como campo de testes para projetos autoritários. Afinal, se alguém com a liderança e visibilidade dele pode ser pego por algo que nem cabe prisão imaginem o que poderia ser feito com alguém com menos articulação?", questionou o professor Silvio Almeida, em suas redes sociais.

"Por isso, nossa atenção total, mesmo para aqueles que não conhecem o Galo ou que discordam da ação realizada. Ele não está preso por causa da estátua. Está preso pelo que significa a luta dele neste momento de avanço da precarização do trabalho; está preso para mandar um recado a todos que ousam desafiar o poder e seus símbolos. Há tempos venho falando com diversas pessoas fora do Twitter - que é onde as coisas realmente acontecem - que é preciso pensar em como cuidar de pessoas como o Galo, tão importantes para nós e que tem um papel central para a construção do nosso país. O Galo está muito bem assistido juridicamente, tem advogados experientes e que sabem o que precisa ser feito. Posto isso, insisto: precisamos pensar seriamente em como oferecer proteção para nossas lideranças que não se resumem a solidariedade e falatório de rede social depois que o fato ocorreu. A solidariedade é algo cuja oferta muitas vezes se oferece antes e em silêncio para não colocar a vida de pessoas em risco", prosseguiu.

"Aos defensores da memória de Borba Gato: há um homem preso ilegalmente por supostamente tentar botar fogo em algo que não pega fogo e isso deveria ser suficiente para despertar o terror no coração dos liberais. Temos todos o dever de clamar pela liberdade do Galo e, para quem que pode, dar apoio concreto a ele e sua família. E aos colegas juristas: serão bem-vindos pareceres e artigos que demonstrem tecnicamente não apenas o absurdo de se prender alguém com tal motivação mas que responsabilizem o Estado pela MANUTENÇÃO acrítica e sem a devida contextualização histórica de monumentos que homenageiem torturadores e assassinos de negros  e indígenas, cuja função é legitimar a posição de quem odeia o povo brasileiro", finalizou.

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