Sting: discurso de Bolsonaro é incendiário e desmonta políticas ambientais

O cantor inglês Sting, ativista das causas ambientais e indígenas, afirma em carta aberta publicada nas redes sociais, que o governo Jair Bolsonaro desmonta políticas ambientais no Brasil e pede atenção às queimadas na Amazônia. "Nós imploramos para ele a revisão de suas políticas e mudança de suas ações e retórica incendiária antes de ser tarde demais. Não existe tempo para tocar lira: o mundo está queimando", escreveu

A casa de shows parisiense Bataclan reabrirá as portas ao público no próximo dia 12 de novembro, na véspera do aniversário de um ano do atentado terrorista cometido pelo grupo Estado Islâmico que matou 93 pessoas no local; os proprietários do Bataclan anunciaram nesta sexta-feira 4 que o cantor Sting subirá ao palco; o cantor informou que a renda será revertida às associações "Life For Paris" e "13 Novembre: Fraternité et Liberté"
A casa de shows parisiense Bataclan reabrirá as portas ao público no próximo dia 12 de novembro, na véspera do aniversário de um ano do atentado terrorista cometido pelo grupo Estado Islâmico que matou 93 pessoas no local; os proprietários do Bataclan anunciaram nesta sexta-feira 4 que o cantor Sting subirá ao palco; o cantor informou que a renda será revertida às associações "Life For Paris" e "13 Novembre: Fraternité et Liberté" (Foto: Gisele Federicce)

247 - Em uma carta aberta a Jair Bolsonaro, publicada nesta terça-feira (27), o cantor inglês Sting afirma que o atual governo brasileiro desmonta políticas ambientais no Brasil e pede atenção às queimadas na Amazônia.

“O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vocalizou abertamente não ser amigo dos povos indígenas e, agora, ele está renegando tratados já assinados, abrindo novos territórios e desmantelando organizações científicas e de direitos humanos”, escreveu o cantor que é ativista das causas ambientais e é fundador da Rainforest Foundation, que há 30 anos tem como missão proteger as florestas tropicais das Américas do Sul e Central trabalhando diretamente com as comunidades indígenas.

Na carta, Sting lembra que sempre trabalhou ao lado do povo amazonense e índios da região. 

“Reza a lenda que o Imperador Nero ‘tocava lira enquanto Roma queimava.’ Enquanto obviamente nos arrepiamos com os fatos duvidosos de que um homem tão estúpido poderia ter sido um músico, nenhum de nós, eu incluso, poderia ser complacente com as dimensões trágicas do desastre que toma conta da Floresta Amazônica enquanto escrevo”, diz o cantor em outro trecho.

"Nós imploramos para ele a revisão de suas políticas e mudança de suas ações e retórica incendiária antes de ser tarde demais. Não existe tempo para tocar lira: o mundo está queimando."

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