Wagner Moura: "Marighella" não é caso isolado, Cultura está sob censura

O ator Wagner Moura considera que o filme "Marighella" não é um caso isolado de filmes que sofrem censura por parte do governo Bolsonaro. "É uma censura diferente, que usa instrumentos burocráticos para dificultar produções das quais o governo discorda", diz ele

Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O ator Wagner Moura concedeu entrevista ao jornalista Leonardo Sakamoto, em sua coluna no portal UOL, e denunciou os esquemas de censura do governo Bolsonaro. 

"A Ancine [Agência Nacional do Cinema] censurou o filme. É uma censura diferente, que usa instrumentos burocráticos para dificultar produções das quais o governo discorda. Não tenho a menor dúvida de que "Marighella" não estreou ainda por uma questão política.", diz ele

Previsto para ser lançado, no último dia 20 de novembro, no Brasil, Marighella foi adiado após a Ancine negar pedido da produtora O2, responsável pelo filme, relativo ao prazo de uma proposta visando a recursos para a distribuição da obra. Para Moura, a negativa a um trâmite considerado normal e os entraves subsequentes tiveram motivação política.

"No ano em que investiram na destruição do nosso cinema, 'Bacurau' e 'A Vida Invisível' ganharam prêmios no Festival de Cannes e, agora, 'Democracia em Vertigem' foi indicado ao Oscar. Duvido que qualquer um desses filmes conseguisse financiamento através da Ancine hoje", afirma. 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247