Xico Sá: Democracia em vertigem é um 'filme que nunca termina'

A indicação do documentário Democracia em vertigem da cineasta brasileira Petra Costa leva para o mundo o debate sobre o golpe de Estado que depôs a ex-presidente Dilma Rousseff e as ameaças à democracia no Brasil

(Foto: Divulgação)

247 - "Os filmes precisam ter um fim, subir os créditos. Nas ficções, a imaginação cuida de continuá-los nas nossas cabeças", escreve o jornalista Xico Sá. "Nos documentários - prossegue -, a vida real ou o jornalismo se encarregam de dar sequência". 

"Democracia em vertigem, por exemplo, não acabaria com letreiro informando que o ex-ministro Sergio Moro, o mesmo que mandou prender o Lula durante a corrida presidencial de 2018, tomou posse na condição de ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro. Seguiria com as memórias do subsolo reveladas pelo The Intercept Brasil em parceria com veículos como este El País". 

"O uso de métodos explicitamente corruptos em nome do combate à corrupção fariam do ex-juiz e dos procuradores da Lava Jato personagens ainda mais relevantes na trama".

"É só um exercício de montagem da história pra gente falar duas ou três coisas sobre o filme de Petra Costa. A própria diretora revelou que, se soubesse, teria esperado pelos segredos recolhidos por Glenn Greenwald e equipe. Seria importante para termos um documento audiovisual de um capítulo sequestrado da história pela televisão brasileira, mas em nada enfraquece a obra. Ao contrário. Praticamente lança a demanda por uma parte II, a missão Vaza Jato".

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