Ações de Minerva e Marfrig caem após Argentina suspender exportações

Frigoríficos como Minerva (BEEF3), Marfrig (MRFG3), JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3) caem, com BEEF3 e MRFG3 entre as maiores, baixas, entre 3% e 4%

(Foto: Divulgação)
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Infomoney - Na reta final da temporada de balanços, quem ganha destaque entre as quedas é a Mosaico (MOSI3), com baixa de cerca de 6%, enquanto Hermes Pardini (PARD3) zerou a alta de mais de 3% dos seus ativos após o balanço do primeiro trimestre de 2021.

Atenção ainda para as empresas ligadas ao setor de commodities, com Vale (VALE3) e siderúrgicas, em especial a CSN (CSNA3) em alta em um dia movimentado para o setor, com a valorização de mais de 4% do minério na sessão e com a  CSN pedindo registro para uma oferta primária de ações ordinárias de emissão da sua controlada CSN Cimentos.

As ações de construtoras, com destaque para a EzTec (EZTC3) dentro do Ibovespa com queda de mais de 4%, registram baixas após o Credit Suisse revisar as suas recomendações para o setor.

Já a Pague Menos (PGMN3) vê a sua ação disparando mais de 10% após confirmar que está em negociação para comprar a Extrafarma, do grupo Ultrapar. Os ativos UGPA3, por sua vez, viraram para leve baixa.

Frigoríficos como Minerva (BEEF3), Marfrig (MRFG3), JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3) caem, com BEEF3 e MRFG3 entre as maiores, baixas, entre 3% e 4%. No radar, está a notícia de que a Argentina suspendeu por 30 dias exportações de carnes. A Minerva tem a opção de compensar suas vendas a partir da produção em outras nações. Já a Marfrig disse que o impacto direto desta restrição se limita a 1,3% da receita líquida consolidada. 

Confira mais destaques:

Pague Menos (PGMN3) e Ultrapar (UGPA3)

A rede de varejo farmacêutico Pague Menos fechou na noite de segunda-feira a compra da rival Extrafarma do conglomerado Ultrapar por 600 milhões de reais, disseram à Reuters duas fontes a par do assunto.

Em comunicado de esclarecimento, a Pague Menos afirmou que está atualmente em negociação para uma potencial transação envolvendo a aquisição da Extrafarma. Porém, não há, até o presente momento, qualquer contrato vinculante celebrado acerca de uma eventual transação, assim como não há qualquer garantia sobre a efetivação de qualquer negócio entre a Companhia e a Extrafama.

O negócio tornaria a Pague Menos a segunda maior varejista de drogarias do Brasil, atrás apenas da RD (RADL3), dona das bandeiras Drogasil e Droga Raia. Atualmente, a Pague Menos é a terceira maior cadeia de farmácias.

A compra da Extrafarma elevaria em mais de um terço o número de lojas da Pague Menos, para 1.503 unidades, e reforçará a sua presença principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, afirmou uma das fontes. A Extrafarma possui 402 lojas.

A Pague Menos, que tem como investidor a gestora de private equity General Atlantic, pagará 300 milhões de reais à Ultrapar quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) der o sinal verde ao negócio. O restante será pago nos próximos dois anos, em duas parcelas iguais. Considerando dívida e caixa, o valor total da Extrafarma foi fixado em R$ 700 milhões.

De acordo com o Credit Suisse, para a Ultrapar, a transação é marginalmente positiva. O valor da operação por si só não é muito significativo (cerca de 2,5% do valor de mercado), mas a venda está estrategicamente alinhada com a reestruturação do portfólio da Ultrapar.

O Bradesco BBI aponta que o valor total de R$ 700 milhões, considerando dívida e caixa (EV), ficou abaixo da avaliação dos analistas de R$ 1 bilhão. O valuation da transação ficou em 5 vezes o EV sobre Ebitda, o que consideram barato, especialmente dadas as sinergias esperadas com as fusões e aquisições para a Pague Menos.

Já para a Pague Menos, a aquisição parece interessante na avaliação do BBI. “Porém, levando em consideração que as duas têm alta exposição ao Nordeste, esperamos um reequilíbrio do posicionamento das duas marcas, o que pode significar o fechamento de lojas para não haver canibalização entre as marcas. Por fim, em termos financeiros, levando-se em conta que a Pague Menos teria desembolsado cerca de R $ 1,5 milhão por loja, pareceu um preço interessante sabendo que a abertura de uma nova loja varia de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões”, destacaram os analistas.

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