Agência S&P eleva nota da Argentina após reestruturação de dívida

A agência de classificação de risco S&P elevou o rating da Argentina de ‘SD’ para ‘CCC+’, após o país reestruturar com sucesso mais de US$ 100 bilhões em dívida soberana

Alberto Fernández, presidente da Argentina
Alberto Fernández, presidente da Argentina
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BUENOS AIRES (Reuters) - A agência de classificação de risco S&P elevou nesta segunda-feira o rating de crédito soberano de longo prazo da Argentina, retirando-a do território de default após o país reestruturar com sucesso mais de 100 bilhões de dólares em dívida soberana.

A agência elevou o rating do país de ‘SD’ para ‘CCC+’, ou default seletivo, citando a conclusão de reestruturações de dívidas “complexas” que reduzirão significativamente os pagamentos de cupons nos próximos anos.

“Este importante passo à frente oferece a oportunidade para o governo articular um plano mais amplo para enfrentar os vários desafios macroeconômicos pós-pandemia”, afirmou o documento.

A Argentina reestruturou na última semana cerca de 65 bilhões de dólares em títulos estrangeiros e mais de 40 bilhões de dólares em dívida em moeda estrangeira emitida de acordo com a legislação local, uma grande vitória para o país que está mergulhado em recessão e inadimplência.

O país agora precisa voltar suas atenções para negociar um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional para substituir uma linha de crédito fracassada de 57 bilhões de dólares de 2018 e manter conversações com grupos de credores do Clube de Paris.

O país também enfrenta seu terceiro ano seguido de recessão, com projeções de contração de 12% neste ano, inflação alta, esvaziamento de reservas e aumento da pressão sobre o peso.

A S&P deu à Argentina uma perspectiva “estável”, embora a agência tenha dito que poderia rebaixar o país novamente se quaisquer “desenvolvimentos políticos negativos inesperados minem as perspectivas de recuperação econômica e por alguma reversão da deterioração fiscal em 2020”.

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