Alta dos juros americanos é mais uma ameaça ao pós-Carnaval de Temer

"O anúncio de Trump de que vai elevar em 9% os gastos militares deu pistas de que os cortes no Orçamento do republicano não serão tão grandes como se imaginou, porque o Orçamento da Defesa é um nos maiores itens de despesas do Governo dos EUA e, mesmo desmontando o Obamacare, este processo deverá ser lento", aponta Fernando Brito, editor do Tijolaço, que prevê alta dos juros americanos, com impacto negativo no Brasil

Republican U.S. presidential candidate Donald Trump speaks about the results of the Michigan, Mississippi and other primary elections during a news conference held at his Trump National Golf Club in Jupiter, Florida, March 8, 2016. REUTERS/Joe Skipper
Republican U.S. presidential candidate Donald Trump speaks about the results of the Michigan, Mississippi and other primary elections during a news conference held at his Trump National Golf Club in Jupiter, Florida, March 8, 2016. REUTERS/Joe Skipper (Foto: Leonardo Attuch)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

O mercado norte-americano de juros fechou ontem – lá não tem feriado de Carnaval – em forte alta.

O anúncio de Trump de que vai elevar em 9% os gastos militares deu pistas de que os cortes no Orçamento do republicano não serão tão grandes como se imaginou, porque o Orçamento da Defesa é um nos maiores itens de despesas do Governo dos EUA e, mesmo desmontando o Obamacare, este processo deverá ser lento.

Tão importante quanto isso foram as declarações de Robert Kaplan, um dos que têm direito a voto no Federal Open Market Committee, o FOMC, órgão do Federal Reserve, – o BC deles – que fixa a taxa de juros dos títulos do Tesouro Americano.

Kaplan comentou a possibilidade de aumentar os juros na próxima reunião do FOMC, dias 14 e 15 de março, dizendo é é mais seguro subir juros antes do que depois da hora exata.

Claro que não se espera uma alta muito forte, mas ainda assim impactará o mercado financeiro no Brasil, ainda mais que a taxa de câmbio está apreciada (o real valorizado frente ao dólar) e com pouca “gordura” para queimar.

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