Alvo da Zelotes, família Gerdau deixa comando do grupo para se dedicar ao conselho

Além dos problemas financeiros enfrentados pela empresa, que luta para reduzir a sua dívida, a Gerdau enfrenta processo no âmbito da Operação Zelotes; o grupo é processado por supostos crimes junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf)

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gerdau (Foto: Charles Nisz)

247 - Nascido como uma fábrica de pregos em Porto Alegre, em 1901, o grupo Gerdau começará 2018 com um presidente não oriundo da família fundadora.  Gustavo Werneck substitui André B. Gerdau Johannpeter, que esteve à frente da gestão desde o início de 2007, ao substituir o pai, Jorge Gerdau. O grupo é alvo da Operação Zelotes.

Para os controladores da Gerdau era hora da família se concentrar na estratégia de longo prazo. Não entregar o comando da empresa para a sexta geração da família mostra uma mudança na empresa, iniciada em 2014. Em parte, forçada por dívida elevada, e, por outro lado, pela mudança estrutural da siderurgia no mundo. As regras de competição mudaram muito, e a China teve papel crucial nisso.

O crescimento da empresa passou pela internacionalização. Os EUA respondem por 40% da receita anual da Gerdau contra 33% do Brasil. Na gestão de André, a Gerdau ingressou no México, Venezuela e República Dominicana e adquiriu um dos maiores produtores de aço especial dos EUA. Em 2011, a Gerdau produzia 25 milhões de toneladas de aço ao ano e entre os 12 maiores grupo de aço do mundo, faturando quase R$ 44 bilhões. Os subsídios do governo chinês mudou a siderurgia mundial e fez a empresa perceber que as margens de ganho antigas jamais voltariam.

Além disso, André foi levado coercitivamente a prestar depoimento na Polícia Federal sobre a Operação Zelotes, que envolveu o grupo por supostos crimes junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Não foi processado e considera que a imagem da Gerdau "não foi arranhada".

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