Ativista, CEO de grupo que captou R$ 17,5 milhões para cooperativas do MST quer financiar projetos indígenas e quilombolas

"A gente na Gaia abraça algumas causas diferentes", disse o CEO do Grupo Gaia, João Paulo Pacífico

João Paulo Pacífico
João Paulo Pacífico (Foto: Reprodução/Facebook)
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247 - Responsável pela captação de R$ 17,5 milhões no mercado de capitais, em uma operação que beneficiou sete cooperativas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST), o fundador do Grupo Gaia, João Paulo Pacífico, planeja outras ações voltadas para financiar indígenas e quilombolas. "A gente na Gaia abraça algumas causas diferentes. Tem agora uma de habitação popular que vamos lançar no mês que vem. E eu tenho o desejo, comecei a falar esta semana, de fazer operação com povos originários, como quilombolas e indígenas”, disse Pacífico ao jornal O Globo

“Para a gente, essa foi só a semente, o começo de uma história muito mais longa. Agora é trabalhar para fazer isso crescer. Há uma demanda represada nisso aí, o que é maravilhoso, porque é um investimento com propósito. Tem um risco adequado, um retorno adequado, e um propósito muito forte”, destacou. 

Para ele, existe “pouca gente genuinamente interessada em causar impacto positivo no mercado financeiro. É sempre primeiro o meu ganho e sair bem na foto. Mas isso vai ter que mudar. Os jovens são muito mais conscientes. Quem não se adequar vai ficar fora”. Nesta direção, Pacífico utiliza a operação que beneficiou o MST como exemplo da dificuldade de ações do gênero junto ao mercado financeiro. 

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“Pessoas do agronegócio que são contrárias à reforma agrária pressionaram a Gaia e outras entidades envolvidas na operação para que ela não acontecesse. Para o azar deles, o fato de tentarem bloquear causou uma comoção muito maior nas pessoas e até fortaleceu a operação e trouxe mais visibilidade”, afirmou. 

Ainda segundo ele, “o mercado financeiro como está muitas vezes é um câncer para a sociedade. O Brasil em termos de desigualdade é vergonhoso. E o mercado financeiro tende a perpetuar e aumentar essas desigualdades”.

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