BB anuncia apoio de R$ 3,1 bilhões ao setor automotivo

Banco do Brasil anunciou acordos com entidades representativas do setor automotivo para apoio a fornecedores, com desembolso de R$ 3,1 bilhões até o final de 2015; apoio se estender a outros setores, o que poderá levar a "desembolsos da ordem de R$ 9 bilhões", informou a instituição; ontem, a Caixa também anunciou acordo com entidades do setor a fim de oferecer condições de apoio ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva

Banco do Brasil anunciou acordos com entidades representativas do setor automotivo para apoio a fornecedores, com desembolso de R$ 3,1 bilhões até o final de 2015; apoio se estender a outros setores, o que poderá levar a "desembolsos da ordem de R$ 9 bilhões", informou a instituição; ontem, a Caixa também anunciou acordo com entidades do setor a fim de oferecer condições de apoio ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva
Banco do Brasil anunciou acordos com entidades representativas do setor automotivo para apoio a fornecedores, com desembolso de R$ 3,1 bilhões até o final de 2015; apoio se estender a outros setores, o que poderá levar a "desembolsos da ordem de R$ 9 bilhões", informou a instituição; ontem, a Caixa também anunciou acordo com entidades do setor a fim de oferecer condições de apoio ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva (Foto: Gisele Federicce)
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Por Alberto Alerigi

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira a elevação do limite da exposição a empréstimos aos grandes grupos econômicos e apoio ao setor automotivo, no mais recente sinal de que a presidente Dilma Rousseff pode estar usando novamente os bancos públicos para ajudar a combater a fraqueza da economia.

O BB oferecerá 9 bilhões de reais em crédito a "uma ampla gama de setores produtivos" afetados pela contração econômica. O maior banco do país em ativos elevou o limite máximo para a exposição de sua carteira de empréstimos a conglomerados em 15 bilhões de reais, disse o vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do BB, Walter Malieni.

Esses esforços incluem a liberação de até 3,1 bilhões de reais para fornecedores do setor automotivo até o fim de 2015. As montadoras atuarão como uma espécie de fiadoras para alguns empréstimos, que devem, na prática, ajudar a reduzir os riscos das operações financeiras, disse Malieni.

As ações do BB caíam 4,69 por cento às 13h28, reagindo à notícia e entre as maiores quedas do Ibovespa, que perdia 2,4 por cento no mesmo horário.

A decisão ocorre um dia após a Caixa Econômica Federal anunciar condições especiais à indústria automotiva em linhas de crédito para capital de giro e investimento, além de descontos em juros de empresas que se comprometerem a não demitir funcionários.

"Ao gerar confiança no setor automotivo, vamos conseguir chegar no objetivo que é manter empregos", disse o presidente do BB, Alexandre Abreu.

Na avaliação do presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Paulo Butori, a medida de apoio do BB aos fornecedores do setor automotivo "não resolve muito, mas ajuda".

"Não acredito que isso vai manter o emprego. O que dá emprego é pedido das montadoras, que estão com vetor para baixo", afirmou Butori.

Exportadoras terão 7 bilhões de dólares adicionais em linhas de financiamento do BB, após o banco elevar o limite de exposição máxima de sua carteira para o segmento.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu as medidas do BB e da Caixa ao setor automotivo, argumentando que elas têm perfil comercial e não vão afetar o ajuste fiscal em curso.

"São linhas de mercado... É uma operação mais comercial, na qual a gente apóia os fornecedores usando a própria qualidade de crédito das montadoras", afirmou o ministro a jornalistas, após participar de evento no Rio de Janeiro.

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