Bolsonaro ataca BNDES e trama sua destruição

Jair Bolsonaro voltou a atacar o BNDES com mais um tweet na manhã desta segunda, enquanto a gestão do banco, controlada pelo bolsonarismo, está liquidando a instituição, num processo iniciado durante o governo de Michel Temer; com seu estilo "deixa-que-eu-chuto" Bolsonaro acusou o banco genericamente de ter uma "caixa preta" e deu como exemplo de contrato irregular um convênio com a Funai; quase que simultaneamente ao ataque, o diretor financeiro do BNDES, Carlos Thadeu de Freitas, afirmou neste domingo que o o banco devolverá neste ano R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional

Bolsonaro ataca BNDES e trama sua destruição
Bolsonaro ataca BNDES e trama sua destruição

247 - Jair Bolsonaro voltou a atacar o BNDES com mais um tweet na manhã desta segunda-feira (7), enquanto a gestão do banco, controlada pelo bolsonarismo, está liquidando a instituição, num processo iniciado durante o governo de Michel Temer, na sequência do golpe de 2015/2016. Com seu estilo "deixa-que-eu-chuto" acusou o banco genericamente de ter uma "caixa preta" e deu como exemplo de contrato irregular um convênio com a Funai. Quase que simultaneamente ao ataque,  o diretor financeiro do BNDES, Carlos Thadeu de Freitas, afirmou neste domingo que o o banco devolverá neste ano R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional. O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, dias atrás, chegou a falar numa sangria de R$ 200 bilhões no banco (aqui).

Veja o tweet de Bolsonaro

 O ataque do governo bolsonarista ao BNDES, com um objetivo explícito de sua extinção, está na sequência da ofensiva pós-golpe. Em 2018, o volume de recursos emprestados pelo BNDES retornaram ao nível registrado em 1999, quando os desembolsos somaram R$ 70,4 bilhões. O ano em que o BNDES mais promoveu desembolsos foi o de 2010, último ano da gestão do então presidente Lula, quando foram emprestados R$ 275,6 bilhões. Desde o golpe, o banco está deixando de ser um elemento de impulsionamento do desenvolvimento nacional.

Quanto à questão do contrato para a emissão de uma criptomoeda indígena, ele foi celebrado no dia 28 de dezembro, no apagar das luzes do governo Temer, entre a Fundação Nacional do Índio (Funai), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o BNDES parsa diversas iniciativas, como elaboração de serviços como mapeamento funcional, criação de banco de dados territoriais e estudo para implementação de uma criptomoeda para populações indígenas.  

Bolsonaro participará nesta segunda-feira da cerimônia de posse do novo presidente do BNDES, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, no Palácio do Planalto. Também tomarão posse no mesmo evento os novos presidentes do Banco do Brasil, Rubem Novaes, e da Caixa, Pedro Guimarães.

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