Brasil fecha 95.602 vagas formais em setembro

País perdeu 95.602 empregos com carteira assinada no mês de setembro, segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira 23; este é o 6º mês seguido com mais demissões do que contratações; segundo o ministério, o estoque de empregados no Brasil, em setembro, foi de 40,5 milhões de trabalhadores celetistas, terceiro melhor resultado para setembro

Em ritmo inverso ao da média brasileira, o emprego na indústria do Paraná cresce pelo 22.º mês consecutivo.
Foto: Gilson Abreu/FIEP
Em ritmo inverso ao da média brasileira, o emprego na indústria do Paraná cresce pelo 22.º mês consecutivo. Foto: Gilson Abreu/FIEP (Foto: Gisele Federicce)
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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Pelo sexto mês seguido, o país demitiu mais do que contratou. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (23) pelo Ministério do Trabalho, a economia brasileira fechou 95.602 vagas formais de emprego em setembro. O resultado é o pior para o mês desde 1992, quando começou a série histórica.

O Caged registra as contratações e as demissões de postos com carteira assinada em todo o país. Com o resultado de setembro, o país acumula o fechamento de 657.761 postos em 2015. O resultado é o primeiro negativo para os nove primeiros meses do ano desde o início da série histórica divulgada pelo Ministério do Trabalho, em 2002.

Nos últimos 12 meses até setembro, o país fechou 1.238.628 postos de trabalho. Os números dos nove primeiros meses do ano e do acumulado de 12 meses levam em conta a série ajustada, quando o Ministério do Trabalho analisa as declarações enviadas fora do prazo. Nessa modalidade, os saldos de janeiro a agosto são contabilizados com ajuste, mas o mês de setembro ainda está sem ajuste.

A retração no número de empregos formais em setembro fez o número de trabalhadores com carteira assinada recuar. Em setembro de 2014, havia 41,78 milhões de pessoas com emprego formal no país. O total caiu para 41,09 milhões em setembro deste ano.

Os setores da economia que mais demitiram em setembro foram o de serviços, com o fechamento de 33.535 postos de trabalho, e da construção civil (-28.221). Em terceiro lugar, vem o comércio, que fechou 17.253 vagas. No acumulado em 12 meses, a indústria de transformação lidera as demissões, com o fechamento de 515.516 postos, seguida pela construção civil (-426.746) e os serviços (-150.012).

Por regiões, a retração das vagas formais concentrou-se no Sudeste em setembro, com o fechamento de 88.204 vagas, seguido do Sul (-21.088), Centro-Oeste (-8.958) e Norte (-3.470).

Somente o Nordeste registrou aumento no nível de emprego, com a criação de 26.118 postos no mês passado. Nos últimos 12 meses, todas as regiões demitiram mais do que contrataram. O Sudeste lidera o fechamento de vagas, com 725.081 empregos a menos, seguido pelo Nordeste (-186.994) e pelo Sul (-173.789).

Confira abaixo o texto divulgado pelo Ministério da Fazenda e a íntegra dos dados:

Estoque de empregos no país é o terceiro melhor para o mês de setembro na série histórica do CAGED

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados nesta sexta feira (23), pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), mostram que o estoque de empregados no Brasil, em setembro, foi de 40,5 milhões de trabalhadores celetistas. Esse resultado ocupa a terceira posição no ranking da série histórica para esse mês, iniciada em 2002. Apenas em setembro de 2014 (41,7 milhões) e de 2013 (41 milhões) o número foi melhor.

O estoque de empregos corresponde ao total de vínculos empregatícios existentes no país. Portanto, esse número reflete a evolução do emprego ao longo dos meses. O dado confirma também o êxito da política de formalização de empregos implementada pelo Governo Federal nos últimos 12 anos.

Desde 2007, há mais trabalhadores formais que informais no Brasil. Atualmente, a formalização já alcança aproximadamente 56% dos empregos no país.

Em 2003, havia cerca de 46% de trabalhadores formais e quase 55% de informais no Brasil. Hoje, essa equação está invertida, o que comprova a relevância das políticas de emprego promovidas pelo setor público, que proporcionaram meios para a iniciativa privado ampliar sua força de trabalho formal e, consequentemente, sua produtividade, mesmo em momentos de crise econômica.

Dados de setembro – Segundo os dados do CAGED de setembro, foi registrado, no Brasil, saldo negativo de 96.602 vagas de emprego no período, um decréscimo de 0,24% na comparação com agosto. No total, 1.326.735 trabalhadores foram admitidos no país e 1.422.337, demitidos.

Em 2015, a geração de vagas de trabalho no país está negativa em 1,6%, o que corresponde a menos 657.761 postos. Nos últimos doze meses, ocorreu a redução de 1.238.628 empregos (-2,96%).

Clique aqui e acesse os dados.

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