Bresser Pereira: Dilma é vítima de conspiração dos rentistas

"Eu digo há muito que o problema é político. Que o Banco Central mantém uma taxa de juros real tão alta devido aos interesses dos rentistas e dos financistas que administram a riqueza dos primeiros. E que esses rentistas não são apenas os muito ricos. Há uma grande classe média rentista, que está muito satisfeita com os juros altos. Mais do que isso, exige que os juros sejam altos", diz Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro de FHC; "Isto ficou muito claro em 2012, quando a presidente Dilma Rousseff logrou baixar os juros para 2% reais. A meu ver foi esse o fato principal que fez a classe média tradicional se voltar contra ela, e sua popularidade cair verticalmente em 2013"

"Eu digo há muito que o problema é político. Que o Banco Central mantém uma taxa de juros real tão alta devido aos interesses dos rentistas e dos financistas que administram a riqueza dos primeiros. E que esses rentistas não são apenas os muito ricos. Há uma grande classe média rentista, que está muito satisfeita com os juros altos. Mais do que isso, exige que os juros sejam altos", diz Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro de FHC; "Isto ficou muito claro em 2012, quando a presidente Dilma Rousseff logrou baixar os juros para 2% reais. A meu ver foi esse o fato principal que fez a classe média tradicional se voltar contra ela, e sua popularidade cair verticalmente em 2013"
"Eu digo há muito que o problema é político. Que o Banco Central mantém uma taxa de juros real tão alta devido aos interesses dos rentistas e dos financistas que administram a riqueza dos primeiros. E que esses rentistas não são apenas os muito ricos. Há uma grande classe média rentista, que está muito satisfeita com os juros altos. Mais do que isso, exige que os juros sejam altos", diz Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro de FHC; "Isto ficou muito claro em 2012, quando a presidente Dilma Rousseff logrou baixar os juros para 2% reais. A meu ver foi esse o fato principal que fez a classe média tradicional se voltar contra ela, e sua popularidade cair verticalmente em 2013" (Foto: Leonardo Attuch)
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A Alemanha e os rentistas de classe média

Por Luiz Carlos Bresser Pereira, em seu Facebook

Li hoje no Wall Street Journal uma notícia muito interessante. A classe média alemã está furiosa com o presidente do Banco Central Europeu porque este tornou a taxa de juros básica negativa. Como essa classe média vota no partido conservador (democrata-cristão) hoje no governo, seus políticos estão também inconformados com a política de Mario Draghi - que certamente é a política correta, dado o baixo crescimento da Zona do Euro e taxa de inflação próxima de zero.

Para nós, brasileiros, esta notícia é muito significativa. Desde o Plano Real, os brasileiros pagam a uma parte deles - os rentistas - cerca de 6% do PIB, porque o Banco Central realiza sua política monetária em torno de uma taxa de juros real muito alta - cerca de 6% - enquanto hoje nos países ricos essa taxa é negativa, e nos países em desenvolvimento, gira em torno de 2%.

Por que os contribuintes pagam esses juros extorsivos? Os economistas liberais dizem sempre que isto se deve à falta de crédito do Estado, que decorreria de irresponsabilidade fiscal. Não é verdade. Entre 1999 e 2012 o Estado brasileiro foi responsável no plano fiscal.

Eu digo há muito que o problema é político. Que o Banco Central mantém uma taxa de juros real tão alta devido aos interesses dos rentistas e dos financistas que administram a riqueza dos primeiros. E que esses rentistas não são apenas os muito ricos. Há uma grande classe média rentista, que está muito satisfeita com os juros altos. Mais do que isso, exige que os juros sejam altos.

Isto ficou muito claro em 2012, quando a presidente Dilma Rousseff logrou baixar os juros para 2% reais. A meu ver foi esse o fato principal que fez a classe média tradicional se voltar contra ela, e sua popularidade cair verticalmente em 2013.

Quando faço essa afirmação, os liberal-conservadores dizem que estou caindo no erro da "teoria da conspiração". Não estou. A notícia que vem da Alemanha confirma o que venho afirmando.

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