Câmbio pode estar próximo a uma ‘pernada’ de desvalorização

Cresce no mercado a compreensão de que o câmbio está próximo de mais uma ‘pernada’ de desvalorização - a menos que o Banco Central suba a taxa de juros;  o BC já torrou US$ 20 bilhões só na última semana e mal conseguiu tirar o dólar de R$ 3,70; mercado vê ação como inócua 

Ilan Goldfajn 
Ilan Goldfajn  (Foto: Gustavo Conde)

247 - Cresce no mercado a compreensão de que o câmbio está próximo de mais uma ‘pernada’ de desvalorização - a menos que o Banco Central suba a taxa de juros. O BC já torrou US$ 20 bilhões só na última semana e mal conseguiu tirar o dólar de R$ 3,70.

A mega dispendiosa ação através de swaps cambiais (o despejo de dólares no mercado para puxar a cotação para baixo) são vistas como uma tentativa inútil de defender o real em meio a um movimento inevitável de valorização do dólar contra todas as moedas.

“O DXY — índice que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas — terminou o dia a 94.87, um peteleco de distância de romper dois desvios-padrão de sua média móvel de 200 dias. Traduzindo: graficamente, o dólar está sobrevalorizado no curtíssimo prazo, mas uma ruptura deste nível técnico caracterizará uma mudança de tendência, levando a moeda americana a se fortalecer muito mais do que o sugerido pelos modelos.

Neste cenário, o BC está entre duas opções ruins: ou continua oferecendo swaps — correndo o risco de não ver nada acontecer — ou sobe a taxa de juros para fortalecer o real. "O melhor amigo do BC neste momento é o exportador brasileiro, que precisa ser convencido a fechar seus adiantamentos de contrato de câmbio para aumentar a oferta de dólar. Mas com o dólar forte e a Selic travada em 6,5%, por que alguém vai se apressar?” pergunta um investidor.”

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