China propõe fundo de US$20 bi para latinos

Segundo a presidente Dilma Rousseff, que participou do encontro entre representantes da América Latina e Caribe e o presidente Chinês, Xi Jinping, o fundo deve ter um capital inicial de US$ 10 bilhões; “Eles propuseram fazer isso imediatamente para estar pronto no ano que vem”, disse; chineses ofereceram ainda linha especial de crédito que “pode chegar até US$ 10 bilhões

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Reunião de chefes de estado e de governo do Brasil, China e do Quarteto da Comunidade de Estados Latino-Americanos - Celac (Foto: Roberta Namour)
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BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira que a China propôs um fundo para países da América Latina e Caribe para o financiamento na área de infraestrutura, após reunião entre diversos países da região e o presidente Chinês, Xi Jinping, em Brasília.

Segundo Dilma, que passou os últimos dias reunida com diversos chfes de Estado por conta da reunião do Brics – grupo formado por Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul -- e participou do encontro entre representantes da América Latina e Caribe e Xi, o fundo deve ter um capital inicial de 10 bilhões de dólares.

“Eles propuseram fazer isso imediatamente para estar pronto no ano que vem”, disse a presidente a jornalistas no Palácio Itamaraty.
Os chineses ofereceram ainda, de acordo com Dilma, uma linha especial de crédito para países da Celac- Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos —que “pode chegar até 10 bilhões de dólares.

Além do fundo e da linha de crédito, ficou acertada, na reunião desta quinta-feira a constituição do Fórum América Latina, Caribe e China. O encontro serviu ainda para os países acertarem a constituição de um fundo de cooperação sino-latino-americano-caribenho, no valor de 5 bilhões de dólares. Segundo Dilma, ainda serão definidas as áreas a que será destinado esse fundo.

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A presença do presidente chinês em Brasília para a conversa com os países latino-americanos teve um enorme simbolismo político. A China tem interesse em investimentos na região, sobretudo na área de infraestrutura e deu seus primeiros passos de aproximação desses países nesta quinta.

Brasil e China assinaram diversos atos de cooperação e acordos energéticos, financeiros e industriais, incluindo a ampliação de linhas de crédito de 7,5 bilhões de dólares para a Vale (VALE5.SA: Cotações) e a compra de 60 aviões de passageiros da Embraer (EMBR3.SA: Cotações). [ID:nL2N0PS1ZC]

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(Por Maria Carolina Marcello) 

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