China vai crescer 6,7% em 2016, diz Banco Mundial

Banco Mundial (BM) prevê que a economia chinesa cresça 6,7% em 2016 e 6,5% em 2017, levando à desaceleração das economias dos países do leste asiático para 6,3% este ano e 6,2% nos próximos dois anos; de acordo com o banco, segunda maior economia do mundo abrandará nos próximos exercícios, face ao ritmo registrado em 2015 (6,9%), para um crescimento "mais lento e sustentável"

An employee counts Yuan banknotes at a branch of Industrial and Commercial Bank of China in Huaibei, Anhui in this August 3, 2010 file photo. China's central bank raised interest rates on December 25, 2010, the second rise in just over two months, steppin
An employee counts Yuan banknotes at a branch of Industrial and Commercial Bank of China in Huaibei, Anhui in this August 3, 2010 file photo. China's central bank raised interest rates on December 25, 2010, the second rise in just over two months, steppin (Foto: Paulo Emílio)
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Agência Brasil - O Banco Mundial (BM) prevê que a economia chinesa cresça 6,7% em 2016 e 6,5% em 2017, levando à desaceleração das economias dos países do leste asiático para 6,3% este ano e 6,2% nos próximos dois anos. Num relatório apresentado hoje (11) em Pequim, o banco diz que a segunda maior economia do mundo abrandará nos próximos exercícios, face ao ritmo registrado em 2015 (6,9%), para um crescimento "mais lento e sustentável".

Para o conjunto dos países em desenvolvimento do leste asiático (o que exclui Japão e Índia), o Banco Mundial mantém a previsão de outubro passado, que aponta para uma diminuição face ao ritmo em 2015 (6,5%).

Após um ano em que a China sofreu fugas de capital, o BM - com sede em Washington - espera que o país persista nas reformas que visam a transição econômica para um modelo mais dependente do consumo interno. E acredita que Pequim tomará medidas para conter o aumento da dívida dos governos locais.

"As economias da região necessitam agora de políticas que reduzam os riscos. Para a China, isso implica principalmente diminuir o endividamento", disse o economista chefe do Banco Mundial para o leste da Ásia e Pacífico, Sudhir Shetty.

Os países em desenvolvimento no leste asiático enfrentam cada vez mais riscos e deveriam priorizar políticas monetárias e fiscais que reduzam a vulnerabilidade, ao mesmo tempo que implementam reformas estruturais, recomendam economistas do Banco Mundial. Shetty afirmou também que os governos da região, no geral, têm de ser mais transparentes e reduzir as barreiras comerciais.

Sem contar com a China, as economias dos países do Leste asiático cresceram 4,7% em 2015 e o BM prevê uma expansão de 4,8% em 2016 e 4,9% nos anos 2017 e 2018, suportados pelo sudeste asiático, sobretudo Filipinas e Vietnã.

Segundo os cálculos da instituição, a Indonésia, outra força econômica da região, crescerá 5,1% em 2016 e 5,3% em 2017, impulsionada pelas recentes reformas e um programa de investimento público qualificado como "ambicioso".

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