CNI: faturamento da indústria desacelera em fevereiro

Segundo a CNI, apesar de o emprego seguir praticamente estável, as horas trabalhadas tiveram queda. De janeiro para fevereiro, o emprego industrial não se alterou, considerando a série dessazonalizada

 A indústria automotiva brasileira produziu menos da metade de sua capacidade neste 1º bimestre de 2016, segundo a associação das montadoras, a Anfavea; "Em janeiro e fevereiro, operamos em ociosidade de 64%", disse o presidente da entidade, Luiz Moan, ao apresentar o balanço mensal; "A sustentabilidade do setor está bastante prejudicada", completou; segundo ele, o país tem capacidade para produzir 5 milhões de carros, caminhões e ônibus ao ano, mas deve fechar 2016 com 2,44 milhões fabricados, ou seja, metade da capacidade
 A indústria automotiva brasileira produziu menos da metade de sua capacidade neste 1º bimestre de 2016, segundo a associação das montadoras, a Anfavea; "Em janeiro e fevereiro, operamos em ociosidade de 64%", disse o presidente da entidade, Luiz Moan, ao apresentar o balanço mensal; "A sustentabilidade do setor está bastante prejudicada", completou; segundo ele, o país tem capacidade para produzir 5 milhões de carros, caminhões e ônibus ao ano, mas deve fechar 2016 com 2,44 milhões fabricados, ou seja, metade da capacidade (Foto: Valter Lima)
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Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil - Brasília

O faturamento da indústria sofreu uma desaceleração em fevereiro. O aumento de 0,2% em relação a janeiro é baixo na comparação da alta de 2,3% registrada de dezembro para janeiro, informou hoje (8) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Apesar da desaceleração, em relação ao mesmo mês de 2019, o índice de crescimento em fevereiro ficou em 0,9%.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) registrou alta de 1,2 ponto percentual em relação a fevereiro de 2019. De janeiro para fevereiro, a UCI aumentou 0,5 ponto percentual, alcançando 78,7%, sem considerar os efeitos sazonais. Foi a segunda alta consecutiva nesse dado.

Emprego

Segundo a CNI, apesar de o emprego seguir praticamente estável, as horas trabalhadas tiveram queda. De janeiro para fevereiro, o emprego industrial não se alterou, considerando a série dessazonalizada.

Na comparação com o mesmo mês do último ano, houve um leve recuo de 0,1%. Nesse mesmo período, a queda de horas trabalhadas foi de 1,6%. A massa salarial paga aos trabalhadores da indústria também caiu. A redução foi de 0,8% usando como base janeiro e 2,2% na comparação com fevereiro de 2019.

O rendimento médio real foi o indicador com a maior perda acumulada. O recuo de 0,7% é o quarto resultado negativo consecutivo desse índice, que havia registrado redução de 0,1% em novembro de 2019, de 1,5% em dezembro, e novamente de 0,1% em janeiro de 2020. Na comparação com fevereiro de 2019 a queda foi de 2,1%.

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