Colunista aposta em Beluzzo no lugar de Mantega

Segundo o jornalista Luiz Carlos Azedo, a presidente Dilma teria sido convencida pelo antecessor Lula da necessidade de uma reforma ministerial; poderiam sair, segundo ele, os ministros Guido Mantega, Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann; para a Fazenda, o "mais cotado", seria o economista Luiz Gonzaga Belluzzo; o problema dessa especulação é que dificilmente Beluzzo, tido um dos mais heterodoxos e intervencionistas economistas brasileiros, teria de condições de restaurar a credibilidade junto aos mercados, se fosse essa a intenção da mexida 

Colunista aposta em Beluzzo no lugar de Mantega
Colunista aposta em Beluzzo no lugar de Mantega (Foto: MARCELO XIMENEZ)

247 - Luiz Gonzaga Belluzzo na Fazenda? É essa a aposta do colunista Luiz Carlos Azedo do Correio Braziliense. Segundo ele, a reforma ministerial é inevitável. Leia abaixo:

Reforma inevitável - LUIZ CARLOS AZEDO


Dilma Rousseff foi convencida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que precisa mesmo fazer uma reforma ministerial, que ele considera mais importante e urgente do que a reforma política. A presidente da República chegou a divulgar, há uma semana, nota desmentindo a intenção de fazê-la. 

Há duas razões para mudanças na equipe: a falta de confiança do mercado nos rumos da política econômica, com a fuga crescente de investidores do país, inclusive em áreas estratégicas como aeroportos, estradas, ferrovias e portos; e a desarticulação da base do governo no Congresso, onde Dilma vem sofrendo derrotas sucessivas. Avalia-se que não dá para esperar o fim do ano. A mudança começaria antes de agosto. 

O recente encontro da presidente da República com Lula, seu principal conselheiro político, selou o destino, por exemplo, do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que deve mesmo ser substituído. As ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e de Relações Institucionais, Ideli Salvati, também terão a saída antecipada. Se depender dos conselhos que Dilma recebeu para melhorar o desempenho administrativo e sinalizar que o governo mudou, outras cabeças rolarão.

Precisa-se
Para o lugar de Guido Mantega, o mais cotado é professor Luiz Gonzaga Belluzzo (foto), que faz parte do círculo de economistas que a presidente Dilma respeita e, eventualmente, consulta. Outro conselheiro de Dilma, o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, nos bastidores, vem defendendo a saída de Mantega. Os ajustes na política econômica, ele já defende abertamente há meses.

Queimado
O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que chegou a ser cogitado para o cargo, foi descartado. Quando presidia a instituição, no governo Lula, diversas vezes trombou com a presidente Dilma, que era a chefe da Casa Civil. Outros nomes também foram descartados por serem muito identificados com a atual gestão da economia: o ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Articulação
A ida do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para a Casa Civil é dada como pule de 10, mas a incorporação da Secretaria de Relações Institucionais pela pasta subiu no telhado devido às restrições que fazem ao seu nome no Congresso. Por sinal, na própria base governista, essa oposição cresceu depois das declarações de que o parlamento pagará caro por não fazer o plebiscito da reforma política ainda este ano.

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