Com tensão entre EUA e Irã, Ibovespa cai

Mercado opera com baixa pressionado pelo ambiente geopolítico negativo no Oriente Médio

Bolsa de Valores de São Paulo
Bolsa de Valores de São Paulo (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Infomoney - O Ibovespa registra queda nesta segunda-feira (6) ainda repercutindo os desdobramentos das tensões no Oriente Médio, assim como dados fracos da economia chinesa.

Durante o fim de semana, o governo do Irã afirmou que não irá mais respeitar os termos do acordo nuclear de 2015 e que seu programa de enriquecimento de urânio não terá limites. Já os Estados Unidos destacaram que atacarão 52 alvos iranianos se houver retaliação do país persa à morte do general da Guarda Revolucionária, Qassem Soleimani, na semana passada.

Colocando mais lenha na fogueira, o Parlamento do Iraque aprovou uma medida que expulsa tropas estrangeiras do território do país, inclusive as americanas. O presidente Donald Trump reagiu e disse que irá impor sanções econômicas ao Iraque, “como eles nunca viram antes” caso o governo de Bagdá prossiga na medida de fechar as bases militares estrangeiras.

Também no exterior, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da China desacelerou a 52,5 pontos em dezembro, abaixo dos 53,5 pontos em novembro, mas ainda acima da mínima de 8 meses alcançada em outubro.

Às 10h12 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 0,97%, a 116.560 pontos. O dólar comercial tem leve alta de 0,03% a R$ 4,0559 na compra e a R$ 4,0568 na venda, enquanto o dólar futuro com vencimento em  fevereiro tem leve variação positiva de 0,01%, a R$ 4,064.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai um ponto-base a 5,27%, enquanto o DI para janeiro de 2023 fica estável a 5,81%, e o DI para janeiro de 2025 tem queda de um ponto, a 6,44%.

Entre os indicadores nacionais, a pesquisa Focus do Banco Central mostrou que o mercado agora projeta uma taxa básica de juros (Selic) maior para 2021, de 6,50% ao ano. No último Focus de 2019, a perspectiva era de que a Selic seria de 6,38% em 2021. Para 2020, a previsão do mercado para a Selic manteve-se inalterada em 4,50% ao ano, como na última pesquisa.

Já a projeção de inflação em 2019, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,17% para 4,20%. A previsão para os Produtos Internos Brutos (PIBs) de 2019, 2020 e 2021 não foram alteradas de uma semana para cá, mantendo-se, respectivamente, em expansão de 1,17%; 2,30%; e 2,50%.

A projeção do mercado para a taxa de câmbio mudou ligeiramente para 2020, de R$ 4,08 para R$ 4,09 por dólar americano. Para 2021, permaneceu inalterada em R$ 4 por dólar americano.

Política 

O presidente Jair Bolsonaro liberou um valor recorde em emendas parlamentares em 2019, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta segunda-feira. No ano passado, foram desembolsados R$ 5,7 bilhões, mais do que os R$ 5,29 bilhões liberados em 2018 por Michel Temer.

Segundo a reportagem, na conturbada relação com o Congresso, Bolsonaro não deixou de atender a pedidos dos deputados federais para as suas bases nos Estados.

Noticiário corporativo

Na noite de sexta-feira (3), a Petrobras protocolou um comunicado na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, no qual informa que pretende vender 734 milhões de ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Essas ações correspondem a um valor de mercado de US$ 5,82 bilhões (R$ 23,5 bilhões).

Não está claro quando a operação começa. Segundo informações publicadas ontem (5) no portal do Estadão, essas ações são do BNDES e o banco estatal pretende vender a sua participação na petrolífera.

O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações da Usiminas de neutra para compra, com um preço-alvo de R$ 13,00 para o papel. O BBI projeta que o setor brasileiro de aços longos e planos cresça 8% e 4%, respectivamente, em 2020. “Nós fizemos um upgrade na Usiminas para compra, acreditamos que a recuperação potencial do Ebitda ainda não está totalmente precificada”, informa o relatório. O BBI projeta que em 2020 o aumento da demanda doméstica recuperará os preços da siderurgia brasileira.

Os analistas do Credit Suisse elevaram a recomendação para AES Tietê de underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para neutro e elevaram o preço-alvo de R$ 12,15 para R$ 15,62, após incorporarem os projetos Tucano no modelo e reduzirem o cost of equity devido a maior proporção de renováveis e aos contratos adicionais.

A Natura elevou as estimativas de sinergias com a Avon de US$ 150 milhões e US$ 250 milhões para US$ 200 milhões a US$ 300 milhões, segundo comunicado da companhia ao mercado. A Natura confirmou a consumação do negócio com a Avon em 3 de janeiro.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Apoia-se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247